sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Cristo: O Caminho

Cristo é o caminho (João 14:6) a singularidade desse fato é profunda, Cristo é o caminho em que o amor de Deus chegou aos homens, a misericórdia divina desceu por esse caminho, o perdão dos pecados anda por esse caminho, a eternidade passeia por esse caminho, e a mais sublime verdade é que o homem só pode chegar ao Deus altíssimo e tomar das águas da vida eterna, unicamente através desse caminho. (Clavio J. Jacinto)

O Novo Homem

O novo homem criado em verdadeira justiça e santidade, não se adapta ao velho sistema de coisas, porque ele está sob o regime tirânico do diabo e seus demônios, não se conforma com o presente seculo, pois ele confronta os valores morais do evangelho, e não ama a esse mundo, porque não pode dar a sua estima aos que insultam a santidade de Deus. (Clavio J. Jacinto)

Nós em Cristo

A questão essencial da vida cristã é ser cada vez de Cristo, em uma entrega incondicional a ELE, para que ELE seja e cada vez mais em nós. (Clavio J. Jacinto)

AURORA RESPLANDECENTE


Faz resplandecer meu Deus
A luz do eu evangelho
Sobre a estrada empoeirada
Desses pobres pecadores
Que amam tanto a escuridão
Alcança essas almas mortas
Apegadas ao breu dos pecados
Onde os gritos são urnas funerarias
Que aprisionam os prantos dos perdidos
Faz nascer a esperança gloriosa
Nesse ermo de torturas que é o mundo
Nesse campo de batalha de amargo sangue
Onde as incertezas tanto germinam
Brilhe o brado da cruz, tal gemido
Onde a consumação perfeita ilumina
O vale dessas penúrias inflamadas
Ondo o ranger do fel tanto aflige ao homem
Faz resplandecer meu santo Deus.
A dignidade da tua graça tão infinita
Manto que cobre nossas vergonhas
Pois se de ti não vier um brilho de esperança,
Não haverá sobre nós, uma aurora de bondade
CLAVIO J. JACINTO

IRREPREENSIVEIS?


IRREPREENSIVEIS?

“Para que sejais irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis” (Filipenses 2:15). É fácil confessar uma vida sem conteúdo, a crença não é produto humano, os demônios crêem (Tiago 2:19) porém há uma diferença básica: demônios não estão sujeitos a justiça do evangelho. Todos sabemos que a justiça de Deus se manifesta no evangelho (Romanos 1:17) se vivermos por essa justiça, seremos uma evidencia da veracidade da fé cristã. A vida espiritual consiste em ser sal e luz, ser exemplo, ser santo, ser irrepreensível e inculpável, diante dessa geração maligna. O testemunho de muita gente que professa a fé cristã está comprometido. Podem insistir na crença, mas negam com as obras, elas são reprovadas. Confessam a Deus, mas negam por suas atitudes e escolhas e comportamentos ímpios, tais são reprovados aos olhos de Deus (Tito 1:16)Há uma enorme quantidade de pessoas que professando a religião cristã, fazem de modo superficial e hipócrita. Eles usam uma camisetas  estampada com um nome religioso,  colocam um adesivo no carro, compartilham versículos bíblicos nas redes sociais, gostam de saudações publicas, mas não são irrepreensíveis e inculpáveis. Não possuem a moral de bater na porta dos vizinhos  para falar de salvação e da fé transformadora, não são exemplos de santidade  entre os familiares, se tentarem pregar a eles, serão envergonhados e rejeitados, serão pisoteados como o sal insípido. Que o mundo nos odeie por causa de nossa santidade, mas ai de nós, se o mundo nos rejeita por causa do mau testemunho!  Não há um pecado tão grave, quanto a sermos obstáculos para  impedir que os outros venham a Cristo. Não há algo tão maligno quanto ser uma causa para os ímpios não responderem ao evangelho. Que o mundo nos rejeite por amor a Cristo, nunca porque somos hipócritas. Podemos sim ser irrepreensíveis e inculpáveis, o Espírito Santo exige isso de nós! As pessoas podem rejeitar a nossa mensagem, todavia jamais podem nos acusar de hipocrisia, jamais devem lançar em nosso rosto que somos mal pagadores, fofoqueiros, briguento, avarentos,  ou seja lá o que for que manche a reputação de um santo, o mundo rejeitou e Cristo, todavia ele disse: “Quem dentre vós me convence de pecado?”(João 8:46) Assim,  devemos seguir seus passos (I Pedro 2:21). Nossa geração carece de homens santos, irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus, inculpáveis. O mundo jaz em malignas trevas e carece de santos que brilhem com a pura  luz celestial. Nesse pântano fétido de pecados que se tornou a nossa sociedade, os lírios celestes precisam desabrochar para  que o mundo saiba que existe o bom perfume de Cristo (II Coríntios 2:15). Do mundo a sua volta, abre-se a janela da sunamita, e por ela os teus familiares e os teus vizinhos olham você passando, será que a visão deles é esta: “Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus” (II Reis 4:8 e 9)? Ou você tem sido um empecilho, uma nuvem negra e sem águas  a impedir que a resplandecente estrela da manhã brilhe sobre os pecadores? Ouça o que Paulo diz: “Examinai-vos a vós mesmos, se permanecei na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabei quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (II  Coríntios 13:5)

Clavio J. Jacinto

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL

FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL (Sermão completo)
A grande obra do Espirito Santo na vida de um cristão é produzir frutos, o sinal de uma vida frutífera, é uma prova irrefutável de comunhão vitalicia com o Senhor. (João 15:1 a 8) A intimidade com Cristo produz verdadeiras obras de frutificação. Fora dessa realidade não ha fatos concretos. Uma pessoa pode professar a fé e ter muitos "atributos" como fazer milagres, profetizar e praticar exorcismo, mas nada disso é evidencia de ser espiritualmente verdadeiro. Muitas pessoas são enganadas, há uma enfase exagerada no misticismo em nossos dias, há uma valorização doentia sobre "poder sobrenatural" porém tudo isso nada representa perante as palavras de Cristo (Veja Mateus 7:16 com João 15:5 e 6 e Mateus 3:10). A questão intima da verdadeira espiritualidade é frutificar através de uma raiz de profunda comunhão com o Senhor. O poder espiritual de muitos é subentendido como o manifestar de muito barulho e movimentos externos e sinais que procuram credenciar as crenças. A frutificação é silenciosa, demorada, seu processo é lento e interno, não causa impacto imediato, e nem pretende promover o ego de quem frutifica. A doçura da frutificação é o processo de uma mortificação, para que a vitalidade divina possa fluir no coração piedoso, Deus é honrado e o homem diminuído. O pé de trigo é apenas palha sem o trigo, a ceifa separa o comestível da planta, ela em si nada é sem o fruto e continua sendo nada depois que o fruto é colhido. O homem é algo quando está em Cristo, e nesse caso a glória, o poder, a honra e todo o mérito pertence sempre a Ele que concede a seiva espiritual para que o fruto seja evidente na palha. Tal vida espiritual não cativa quem não e mortificado. A vida produtiva é uma vida inclinada para a mais perfeita humildade, nesse processo, primeiro a erva, depois a espiga e depois o grão cheio da espiga (Marcos 4:28) então vem o pleno quebrantamento, o prostrar-se perante o chão, a entrega para a foice da ceifa, a vida num estado de perfeita entrega, de perfeita submissão. Tal beleza espiritual é estranha aos nossos dias, o homem moderno é narcisista, há um enorme ídolo chamado "eu" dentro dele, mas a verdadeira espiritualidade consiste em ser totalmente de Cristo, viver totalmente para Ele e morrer completamente nEle. A frutificação é a evidencia clara de que o Espirito de Cristo está presidindo e trabalhando no homem interior (Galatas 5:22) Não atentemos para outro motivo de ser cristão, as flores magnificas de sentimentos, experiencias e êxtases que desabrocham na erva de uma religião, não são indícios de vida cristã genuína. (Tiago 1:11) Mas o fruto do Espirito Santo é! A verdadeira espiritualidade consiste em ser cheios de frutos de justiça (Filipenses 1:11) Israel foi rejeitado porque não deu frutos (Mateus 21:43) Insisto que Cristo deu uma forte enfase sobre esse assunto da frutificação, como evidencia plena de um verdadeiro discípulo, sim! o verdadeiro discípulo é o que frutifica (João 15:8 com Mateus 13:8) não há outras evidencias, fazer milagres e maravilhas não é a real prova da verdadeira espiritualidade! ter carisma e boa teologia não é! ter experiencias espirituais não é e! Tão somente frutos e frutos. Simbolicamente e com uma tenaz realidade, o machado é lançado a raiz das arvores, e a arvore que não produz bons frutos é lançada no fogo. Durante muito tempo fui enganado, com as argumentos: busque experiencias! busque muitas experiencias e isso te fará espiritual, você pode receber "segunda" benção, terceira, quarta e quinta e não ter nenhum fruto"Procurei fruto nela e não achei"(Lucas 13:6) você será rejeitado e condenado! a evidencia de uma verdadeira regeneração são os frutos espirituais, êxtases, misticismos, experiencias diversas, fenômenos espirituais, você encontra em todas as religiões, frutos espirituais só nos redimidos pelo sangue santo do Cordeiro (Tiago 3:17 com Salmos 92:13 e 14) Todavia essa sã doutrina é impopular, porque o grão de trigo precisa cair na terra e morrer e e então produzirá frutos (João 12:24) a frutificação espiritual não ocorre sem a morte da velha vida, já as manifestações espirituais populares podem ocorrer fora de um contexto ortodoxo (Mateus 7:15 a 23) a frutificação vem por meio de uma vida sensível ao Senhor, uma identificação com a morte e ressurreição de Cristo. Quanto mais sensível for um homem á Cristo, mais espiritual ele se tornará. Oh, que o Senhor nos abençoe, e que possamos dar o frutos para o Senhor e ser bendito aos seus olhos. (Clavio J. Jacinto)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

PURIFICAÇÃO ESPIRITUAL






                                                        PURIFICAÇÃO  ESPIRITUAL

Em Números 11:4, há a descrição de uma multidão vulgar, mista que se infiltrou no meio do povo de Deus, essa gente aproveitou o drama do êxodo, a abertura para a libertação dos escravos judeus, provavelmente se infiltraram entre o povo israelita, essa mistura de gente, parece que trouxe muita influencia maligna para o povo de Deus, e com certeza, foi  permitida por Deus como teste de fidelidade durante o percurso pelo deserto. Em Números 11, pesquisando um léxico,  descobrimos  como esse vulgo é uma tradução de uma palavra que ocorre somente uma vez no antigo testamento: asaphsuph (Strong 628). Esse “vulgo” era um comporto de gente promiscua de vida vulgar. Essa era uma infiltração que parece um tanto difícil de identificar, talvez pelo fato de ser uma mistura de judeus com egípcios, ou seja seriam filhos de judeus que contraíram matrimonio com os egípcios.  Essa é uma possibilidade, dado ao fato que tinham estilos de vida não muito diferente dos judeus, e isso fez com que Moisés tivesse alguma dificuldade no discernimento para observar que havia mistura, uma espécie de fermentação moral entre o povo de Deus.  Essa influencia maligna parece ficar acentuada em Números 11:4, e isso nos dá uma preciosa lição. A questão de sairmos do mundo, não é algo tão difícil, essa mobilidade é fácil, a questão crucial é o quanto do mundo que sai de dentro de mim. Saiu do Egito o povo eleito, mas parte do vulgo era propriedade intelectual  e moral do Egito. Eles estavam misturados,  como o joio e o trigo das parábolas do nosso Senhor Jesus Cristo (Mateus 13) era difíceis de serem identificados. Porque traziam traços externos de judeus e características internas de egípcios. Um exemplo dessa fermentação maligna oculta pode ser vista na mulher de Ló, ela saiu de Sodoma, mas o seu coração exigiu que os olhos daquela mulher se voltasse para a cidade abominável, seu corpo estava fora, mas seu coração queria voltar para lá, havia ago de Sodoma que não ficou em Sodoma, mas ficou dentro do coração daquela triste mulher. O mesmo ocorreu com Saul, ele não deveria poupar os amalequitas, mas se apodera  dos despojos, de gado e do próprio rei condenado, Agague, e traz para o território sagrado da jurisdição judaica.(I Samuel 15) Essa mistura é um problema sério, quando nossa falsa compaixão e nosso falso amor deseja poupar aquilo que o Senhor já condenou, quando queremos reconciliar com aqueles que Deus considera inimigos, as coisas se complicam.
A influencia sinistra do vulgo testa o cerne da fidelidade dos filhos de Deus.  Não há duvidas de que havia traços de cultura corrompida em muitos corações daquela multidão que saiu do Egito, esse  fato é percebido em cenas dramáticas de apostasia como aquela em  que vimos o povo  rebelde e impaciente fazer um bezerro de ouro para adorar, uma expressão clara da influencia das divindades egípcias que o vulgo transportou para o deserto através da devoção ainda guardada nas profundezas do coração.  Essas infiltrações, essa fermentação maligna traz todo tipo de problemas, e precisamos tratar desse assunto, relacionando a lição a nós mesmos. Pois também saímos do império das trevas, saímos do mundo dos pecadores, éramos mortos e carregávamos os traços da morte espiritual,  “Em que noutro tempo andastes segundo o curso desse mundo...”(Efésios 2:2) durante muito tempo permanecemos nesse cativeiro, e é necessário que deixemos tudo o que pertence ao mundo, ao seu legitimo proprietário: o mundo.  Todos os elementos mundanos precisam ficar lá, e o que é de fato mundano, num perspectiva espiritual? Aquilo que corrompe nossa imagem de santidade, aquilo que enfraquece a nossa noção de pecado e iniqüidade, aquilo que afronta os valores morais da santidade autentica, aquilo que promove a causa do deus desse século, tudo isso é mundanismo. Tudo o que enfraquece o nosso testemunho, que nubla o sol da justiça do evangelho em nossas vidas. Essa infiltração foi uma conseqüência de uma abertura para uma nova realidade, não sei como ocorreria o processo de purificação, mas Moisés deveria ter pensado nisso, porem encontrou dificuldades, vimos que a sua dificuldade vem logo no começo da administração, quando recebe um conselho de Jetro, pois da forma que estava agindo, iria enfrentar um desgaste emocional em curto prazo. Essas circunstancias demonstra,m que Moisés era humano e limitado, e talvez não tenha percebido com eficiência a existência de um vulgo entre os judeus. Tudo isso serve de lição para nós, pois que precisamos olhar para nós, e tentar descobrir se há indícios de elementos mundanos em nossa vida. Cada saída tem seus dramas, cada saída traz elementos antigos junto de si, isso é visto como já demonstrei, em diversos casos nas Escrituras. Parece que a saída dos Corintos da sociedade em que estavam inseridos, também trouxe junto elementos morais vulgares que seriam introduzidos na pratica espiritual da vida da igreja.  O assunto aqui vai para o campo da experiência pessoal, na nossa fé, os elementos mundanos que destrói e que corrompem a nossa vida espiritual, devem ser eliminadas, se os elementos de mundanismo não são  eliminados da nossa vida, então eles comprometem a estrutura espiritual da nossa cosmovisão cristã. Precisamos descobrir mais sobre essas infiltrações  remanescentes da vida de pecado, e devemos eliminá-las da nossa vida, porque em nada auxiliam no crescimento da nossa fé, elas irão destruir e contribuir para a degradação da vida espiritual . Pedro exorta os cristãos com essas palavras: “Deixando, pois toda a malicia, e todo o engano, e todo fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (I Pedro 2:1 e 2) O autor aos Hebreus também admoesta : “Deixemos todo o embaraço , e o pecado que tão de perto nos rodeia, corramos com paciência a carreira que nos está proposta”(Hebreus 12:1). Nossa saída do mundo antigo de pecados para uma vida nova em cristo tem esses aspectos espirituais  sutis, que precisam ser detectados, o vulgo deve ficar, deve ser eliminado, deve ser tirado e expulso da vida cristã,  notamos que quando alguns discípulos são chamados, eles abandonam as redes da pescaria, mas depois que Cristo é crucificado, vimos que alguns não abandonaram o instinto do velho pescador. Voltaram as velhas atividades sem a fé e sem a esperança do evangelho.  Há uma constante exortação no Novo Testamento a purificação “Purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor do Senhor...”(I Coríntios 7:1) há um processo de purificação que precisa acontecer na nossa vida após a conversão, e a graça de Deus permite que isso seja feito por nós.  Esse é um principio espiritual que precisa estar vigente em cada redimido, e nunca devemos permitir que os elementos vulgares que muitas vezes acompanham o nosso êxodo, fiquem incrustados em nós, precisamos eliminá-los da nossa vida, o vulgo não é propriedade da redenção, não é obra da redenção e nem fruto da libertação, assim também isso acontece conosco, como no povo eleito que saiu do Egito no drama de Êxodo, assim, os elementos mundanos que permanecem em nós, não é obra do Espírito Santo em nossas vidas. Se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas antigas já passaram, tudo se fez novo (II Corintios 5:17)


Clavio J. Jacinto


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