segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O Caminho do Poder Espiritual

Por duas vezes, Abraão parece ter mentido, tendo em vista despistar qualquer prova de que Sara seria a sua esposa (Gênesis 12: 10 a 20 e 20:1 A 28). Essa seria uma atitude fraqueza? creio que sim por diversas razoes. Primeiro estava em jogo a própria reputação de Sara, como um vaso mais fraco. Depois vimos como isso trouxe problemas para os envolvidos na causa. A fraqueza de Abra~]ao é uma grande lição. Entendemos que eram homens como nós. Muitas vezes com tendencias a falhas, a atitude de Abrão parecia refletir uma conveniência pessoal. Somos fracos, como os santos eram fracos, até certa medida, a bíblia nunca esconde as falhas e os defeitos dos santos. Eles estão lá nas paginas das Escrituras, mas suas fraquezas não foram colocadas de a parte. Também somos fracos. Somos fracos na oração, no evangelismo, na adoração, no compromisso com o Reino de Deus, somos uma geração fraca no testemunho, somos fracos na defesa da fé, somos fracos exposição das Escrituras, somos fracos na paciência e perseverança, somos fracos em atitudes, somos fracos em espiritualidade, somos fracos na devoção, somos fracos estudo das Escrituras, somos fracos na consagração, somos fracos na comunhão, somos fracos na dedicação, somos fracos nas decisões importantes e somos fracos em desempenhar nosso papel de cristãos. Essa é uma era de fraqueza, fraqueza moral, fraqueza espiritual, fraqueza no fervor, fraqueza na proclamação do evangelho, é uma época onde reflete a quase falência do testemunho verdadeiro. Contudo Deus é forte, o Senhor é a nossa  salvação, precisamos erguer-se da nossa fraqueza, e na pobreza de nosso espirito buscar a força do Senhor, porque é nele que temos que se fortalecer. Somos fracos quando tentamos substituir o poder de Deus pelas nossas técnicas e estrategias. Aperfeiçoamos nossa teologia sem crescer na graça, queremos proclamar o evangelho ao mundo com grande poder sem contudo abastecer a alma nos tesouros da oração secreta, queremos proclamar a cruz sem ter um ódio forte pelo pecado, queremos ser heróis da fé fugindo da perseguição, é hora de fortalecer nossa fé, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Para que isso seja real, o poder de Deus em nossas vidas, precisamos deixar para trás nossas conveniências, timidez, vergonha, orgulho, abandonar nosso vontade e negar o nosso eu e carregar a cruz para seguir após Cristo. A  cruz do evangelho é uma cruz para os fortes no Senhor, se o poder de deus se aperfeiçoa na fraqueza, então é naquela fraqueza da rendição completa ao senhorio de Cristo, num altissonante clamor "Que Ele cresça e eu diminua".(João 3:30) O forte não se encontra na popularidade do mundo mas no deserto da presença de Deus, não no palco da fama e da glória mas aos pés da cruz, não recebe os aplausos mas pedradas, contudo ele está firme, porque a sua força vem do Senhor. Se você deseja ser um cristão forte, precisa abandonar o conceito da religião cristã popular, a força espiritual de um santo, não se encontra no caminho do sucesso, mas no deserto do sofrimento. Então cumpre-se em nós a experiencia da promessa bendita "O meu poder se aperfeiçoa na fraqueza"(II Corintios 12:9)

Clavio J. Jacinto

SOBRE JERUSALÉM...


A decisão de Trump, em reconhecer Jerusalém como capital de Israel, traz questões que nenhum cristão conservador pode ignorar, não importa sua tendencia escatológica. Mas porque? primeiro, porque Cristo mesmo declarou ser Jerusalém a cidade do grande Rei(Mateus 5:35). Jerusalém é a cidade histórica do Cristo histórico, é a sombra da realidade da Jerusalém celestial. A semente da igreja germinou em Jerusalém, e dos ramos todas as nações tomam dos frutos da salvação, porque a salvação vem dos judeus (João 4:22). Do punho dos judeus seguidores de Cristo, sairão as Palavras inspiradas do Novo Testamento (E do AT também). O calvário, centro da redenção do homem, tem uma direção geográfica: Jerusalém. Há em Jerusalém muitos judeus que choram no muro das lamentações e poucos cristãos que choram pela salvação dos judeus. A partir do contexto sagrado, Deus falou mais em hebraico do que em qualquer outra língua. Creio que o Senhor tem um plano soberano, a benção dada a Abraão não Exclui Israel, nem os judeus "Digo porventura rejeitou Deus seu povo? de modo nenhum..."(Romanos 11:1) Não há como ler o Novo Testamento sem colocar o coração nessa cidade, o solo da cidade de Jerusalém sustentou os pés do Salvador, mas todavia, quero vos dizer: Não vejo a decisão de Trump como um decisão politica apenas. Não meus amigos, porque eu creio na soberania de Deus, e por trás de uma decisão politica está uma decisão divina, pois sendo Deus absolutamente soberano, o que Trump fez foi inclinar-se a vontade do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Mais do que um ato politico, Jerusalém ser reconhecida como a capital de Israel é o cumprimento da vontade de um Deus soberano, pois Ele tem o controle da história e de todas as nações. (Clavio J. Jacinto)

sábado, 9 de dezembro de 2017

Fé Objetiva ou Incredulidade Subjetiva?

Estive ocupado alguma semanas lendo Francis Schaeffer, e encontrei uma declaração interessante dele, no livro “O Deus que se Revela” sobre a perda de uma fé objetiva, numa perspicácia profética ele escreveu: “A perda da certeza da objetividade é muito grave para o cientista, da mesma forma como seria para um dependente de drogas. Podemos observar isso no dependente de drogas – muitas ele perde a noção da diferença entre realidade e fantasia, a objetividade se perde. O cientista pode encontrar-se na mesma situação. Se ele perde a base epistemológica, ele também estará em uma situação grave. Qual o sentido da ciência, se você já tem mais certeza da objetividade das coisas, ou não tem nenhuma base epistemológica que lhe dê a certeza de que existe uma correlação entre sujeito e objeto, ou qualquer base clara para distinguir entre realidade e fantasia?”

 A verdade é que na perda de algo objetivo como a crença em Deus, ou a visão torna-se completamente ambígua com relação à vida e subjetiva com relação às questões existencialistas, o incrédulo precisa mudar seu foco, para preencher o vazio que uma visão puramente secular pode provocar. Uns pendem para a misticismo quântico, a relação que alguns encontram entre conceitos místicos orientais e as descobertas da ciência na física quântica por exemplo, tem conduzido alguns para uma nova espiritualidade. Essa tendência de unir opostos, tese e antítese, para formar uma síntese, pode ser observada claramente na obra de Teilhard de Chardin, “O Fenômeno Humano”. A obra de  Chardin é um romance místico que tenta unir em casamento a fé cristã com a teoria da evolução. Há outros que abrem novos paradigmas: A terra pode ser visitada a qualquer momento por entidades ultra-avançadas e o homem deve esperar por esse evento. Do mundo da ficção de Arthur Clarke para a crença. Um meio de preencher o vazio deixado pelo materialismo secular, à morte da religião para alguns significa na verdade a morte da esperança em muitos aspectos da vida, viver a vida debaixo de um secularismo seco é reduzir tudo a pó. Isso não é algo muito bom, para o homem cujas tendências religiosas são inerentes à própria historia da civilização. A Crença de que podemos ser visitados a qualquer momento por seres de outros planetas, foi defendido por Stephen Hawkins, ele defendeu a possibilidade de que a humanidade pode sofrer ameaças de extraterrestres. Veja que de um cético temos uma manifestação de fé e crença. O programa “breakthrough Listen” é considerado o maior programa de pesquisa cientifica em busca de sinais de vida fora da terra atualmente. Equipamentos sofisticados vêm sendo usado para vasculhar pelo menos um milhão de estrelas próximo a nossa terra.  Isso é fé em ação, num nível puramente técnico, a existência de Deus é vida fora da planeta terra, mas a ciência secular vem descartando essa posição, e não somente isso, vem opondo-se a ideia da existência de Deus, e ao mesmo tempo nutre uma crença da existência de vida fora do planeta terra.  Agora entendo o que Schaeffer quis dizer, há um buraco negro produzido pela incredulidade na vida de muitos, então é viável que se desenvolva uma teoria exótica de substituição, da fé em Deus pela fé em Alienígenas.  Muitos dizem que a religião são muletas em que o homem precisa se sustentar, mas acabam no ceticismo produzindo castelos no ar. É que inteligência do homem precisa levá-lo a respostas existenciais objetivas, e fé cristã oferece isso, já o evolucionismo e o ateísmo não podem, para eles a vida deve ser puramente acidental e subjetiva. Não importa o modo como querem colorir a ética secular, tudo não passa de propaganda enganosa. Jesus é o caminho a verdade e a vida (João 14:6) e com essa declaração Ele ainda afirma ser a resposta para as questões existenciais do homem moderno. Esse é um absoluto inegociável. Bem, tudo se resume no que diz G. K. Chesterton "Quando os homens escolhem não acreditar em Deus, eles não acreditam em nada, tornam-se capazes de acreditar em qualquer coisa".

Clavio J. Jacinto 

A Perfeição da Obra de Cristo

A Cristo foi dada a radical e extrema experiencia de sofrer a condenação pelos nosso pecados na cruz do Calvário, através de uma obra completa e perfeita, para satisfazer plenamente a justiça de Deus Pai. Aos redimidos, cabe repousar com verdadeira confiança na obra de Cristo, tão somente pela fé, pois a fé é tudo o que Deus exige para alcançarmos os benefícios de uma vida transformada pela expiação de Cristo na cruz. Digo mais: a fé completa leva todo o regenerado a conforma-se com a vontade de Deus.

Clavio J. Jacinto

Murmuração e Insatisfação (Números 11:1 a 15)


Os hebreus estavam no deserto, atravessando o mar de areia, depois da travessia do mar vermelho. A providencia de Deus vinha através de grandes milagres, o pão celeste, figura de Cristo (João 6:31) era o maná que também representava uma comida espiritual (I Corintios 10:6). Todavia o povo estava chorando de insatisfação, murmurando contra o pão celestial. Esse era o choro da ingratidão. Essa murmuração parecia ser uma hostilidade ao santo e ao sagrado, ao ponto de chamar o maná de "pão vil" (Números 21:5). O fogo de Deus consumiu os ingratos murmuradores, o que aprendemos com isso? Em primeiro lugar, o contexto mostra a influencia de um "vulgo"(Números 11:4) Essa influencia era maligna, imperceptível, gente sem o coração voltado para as promessas de Deus. Nada pode ser tão devastador quanto o "fermento maligno" influenciando corações piedosos. Por causa disso, infestou-se um murmuração, uma descida para a vulgaridade, a ingrata plebe estava com náuseas do pão do céu. O maná já não era mais suficiente. Em segundo lugar, mudou o desejo do coração, agora o apetite era pelas coisas terrenas, provenientes do Egito e não do céu. Em outras palavras, já não suportavam as coisas celestiais, mas tão somente almejavam as terrenas. Uma inclinação para o carnal, para o materialismo. Falar contra Deus, reclamar da suficiência do maná, não sabiam eles, que em figura, estavam rejeitando o próprio Senhor Jesus, assim como quando bebiam da água vertida da rocha (I Corintios 10:4) desfrutavam em figuras de uma bebida espiritual. Nosso dias são marcados por insatisfação das coisas divinas, há uma murmuração silenciosa no coração dos cristãos modernos. A bíblia não é mais suficiente, e nem alimento espiritual especial, os absolutos bíblicos não são mais suficientes, viver pela fé não é mais suficiente, então queremos voltar-se para os sentimentos, experiencias,revelações extra-bibicas, abraçamos uma tolerância pelos erros, simpatizamos com o universalismo, e vamos buscar o espiritualismo do Egito, porque o que vem do céu parece monótono e repetitivo. Perdemos a visão e envenenamos nossa língua, a benção era por estágios, o drama do êxodo, a passagem pelo mar vermelho, logo apos o deserto e então a posse da terra prometida. Quando o homem perde a satisfação pelo sagrado, sem temor, começa a dispor-se de apetite pelas coisas terrenas. Murmura e rejeita as celestiais, naufraga na fé e sofre o juízo de Deus. Que possamos aprender com isso. (Clavio J. Jacinto)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A ESCOLHA DE LÓ



Diante de Ló estava uma escolha, a sua frente estava as campinas do Jordão, ou a terra de Canaã (provavelmente uma parte deserta) aos olhos de Ló, as campinas do Jordão era a escolha perfeita pois "eram parecidas com o jardim do Senhor". Atrás dessa exuberante paisagem estavam Sodoma e Gomorra, então Ló escolhe, e vai e arma as suas tendas até Sodoma. É uma escolha para os caminhos da prosperidade, descanso, riquezas, segurança, vida boa e inúmeras outras vantagens. Mas é uma escolha sem discernimento,cheia de egoismo e oportunismo. É a escolha da conveniência. Revela fraqueza de caráter e oportunismo pessoal. Essa é a tendencia natural do homem sem convicções. Os olhos materialistas não podem perceber o mal por trás das aparências mais belas, não consegue ver o perigo por trás das coisas que atraem nossos olhos. Não é capaz de captar o odor fétido dos pecados de Sodoma por trás das flores das campinas do Jordão. Sem uma percepção do invisível por trás do visível, Ló entra pelo engano do rotulo falsificado de benção para entrar no conteúdo do ambiente das abominações. As campinas do Jordão eram uma propaganda enganosa. Sua escolha vai trazer grandes complicações para suas filhas e para sua esposa. O belo escondia o juízo de Deus, a exuberância da beleza paradisíaca daquela região escondia um perigo iminente. Essa geração de cristãos se inclinam na mesma direção da escolha de Ló, pelos caminhos egocentricos das vantagens pessoais, riquezas, prosperidade, oportunismo e conveniências. Para quem segue na mesma direção, não pode encontrar um destino diferente, não há lugar mais seguro do que a dificuldade na presença do Senhor. Deus lapida o cristão pelo caminho da dificuldade e o diabo mata o cristão pelo caminho da prosperidade (Genesis 13:7 a 18)

Clavio J. Jacinto.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Feridas e Cicatrizes

Nossas feridas mais profundas, não podem cicatrizar
Com as próprias lagrimas da nossa agonia
Elas não saram com os gritos de nossas ansias
Não há cura na dor perene
Nem cicatrização na perpetuidade da lembrança
As feridas profundas cicatrizem
Quando o perdão verdadeiro é liberado
Então as aberturas da nossa alma
Serão completamente fechadas
Para que a felicidade desabroche com força
E  o nosso espirito seja completamente restaurado
Para a frutificação das mais autenticas alegrias.

Clavio J. Jacinto.

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