terça-feira, 17 de outubro de 2017

Liderança, Testemunho e Vida Cristã

O homem santo deve estar moralmente aceso. Sua luz reflete o caráter santo de Deus, por isso sendo ele uma luz acesa em meio a escuridão espiritual de um mundo que jaz no maligno, suas ações incomodam, pois a luz moral de um homem verdadeiramente piedoso, revela e denuncia as maldades desse muno vil. A luz espiritual do céu na terra, expõe as abominações do mundo. A igreja moderna está naufragando em um mar de relativismo, porque ela não está olhando para o fanal eterno que brilha pelos absolutos morais do Novo Testamento. Sua referencia moral não é Cristo. A conveniência egoísta impera entre lideres cristãos. O abandono de uma liderança estritamente bíblica para a adoção de uma liderança eclesiástica hierárquica é uma desobediência aos mandamentos de Cristo (Veja Mateus 20:20 a 28) Hoje, vimos uma idolatria aos que portam um titulo eclesiástico. Muitos pastores e "apóstolos" são tratados como divindades, todo um mito envolto em torno de um titulo, com suas demandas de vantagens financeira e posicionais. Eu não estou indo de encontro a verdadeiros lideres cristãos, estão indo de encontro ao clericalismo evangélico. Esse ultimo é um absurdo, uma heresia sustentada por uma falta de discernimento bíblico. Creio na liderança bíblica, pastores, evangelistas e diáconos, que ocupem um cargo funcional, e que estejam na liderança ocupando um espaço servil, um chamado para ser servo para ajudar o corpo de Cristo no crescimento espiritual, na doutrina e na proteção. Assim a pratica pastoral consiste em doar-se se possível a própria vida pelo rebanho, Não é este o caminho dos méritos e dos aplausos, mas o caminho do martírio e do sofrimento, não é caminho das vantagens pessoais, mas o caminho do sacrifício pessoal. Toda a moralidade de uma igreja começa pelos seus lideres, e onde a luz da humildade de Cristo brilha, toda a congregação será conduzida por caminhos seguros, numa unidade de amor e comunhão, sem que haja separação por causa de um clericalismo, a igreja do Senhor tem uma característica peculiar: Um reino de sacerdotes. (Apocalipse 1:6) a liderança cristã não pode alimentar orgulho pessoal, mas a humildade, porque é um chamado de serviço ao próximo, um chamado ao lava pés. Como o Senhor deixou como exemplo. Isso é muito claro nas Escrituras. Que Cristo foi um líder sobremodo excelente, não há duvida nenhuma, mas que a sua liderança foi distinta por não ser de caráter pagão, é uma realidade nas paginas das Escrituras.  Quando Cristo assume seu papel de Messias, quando lidera um grupo de homens, a sua liderança não era opressora, não era uma liderança sacerdotal, mas serva. Sua vida estava nivelada aos seus apóstolos. mesmo sendo o Novo Testamento  teologicamente cristocêntrico, na pratica da liderança, Cristo em seus dias de ministério terreno, andava na mesma direção dos homens comuns, é servido, mas também serve, rebaixa-se ao nível de escravo ao lavar aos pés dos discípulos e eleva-se ao monte da transfiguração como Senhor, desce as águas do Jordão para ser batizado e cumprir toda a justiça e sobe ao Getsemani para orar, como alguém que precisava muito de oração. A vida de Cristo é uma performance de uma liderança espiritual perfeita. Até ter níveis de popularidade fora do comum e logo em seguida ser rejeitado e crucificado, sua vida não foi dominada pelas luzes coloridas de uma religião pomposa. Ele comia com os pecadores intocáveis, aceitava contato e dialogo com mulheres de má fama, e assegurou uma posição de discípulos á cobradores de impostos e pescadores. A caricatura que se dá a liderança  cristã moderna é uma fabula teatral. Acredito sim, que existem homens que foram chamados para exercer uma liderança servil, acredito que Deus escolhe uns para doutores espirituais, acredito sim que uma congregação liderado por um homem espiritual e cristocêntrico tem muito a ganhar, acredito que uma assembleia sob os cuidados de um homem piedoso e verdadeiro é uma benção.  Tambem acredito no sacerdócio universal de todos os santos, que o corpo de Cristo tem membros ativos e funcionais, eu acredito no ministério pastoral, no ministério diaconal, acredito que a igreja pode ter uma liderança sadia, humilde e servil, sem as rotulações colocadas pelo sistema, e assim como nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo lidera de forma tão simples e com eficacia, também o seu modelo de liderança é exemplo para a igreja. Todas as rotulações mitológicas que colocaram encima do sistema hierárquico não tem base bíblica. Frases e jargões como "não toqueis em meus ungidos" usado por certos lideres evangélicos é tão certa quanto as testemunhas de Jeová que também acreditam numa classe de ungidos que irá morar no céu, enquanto os menos ungidos irão morar na terra. Essas classificações artificiais são bobas e infantis, a medida de um homem de Deus está na sua disposição em servir e não em ser servido, está no tamanho do seu sacrifício pelo próximo e não na popularidade de seu status (I João 3:16)

Clavio J. Jacinto

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O TESTEMUNHO DO REMANESCENTE NOS TEMPOS DE APOSTASIA




Cristo morreu por nossos pecados. (I Corintios 15:3) essa é a declaração de Paulo,  o tema central da sua teologia. Cristo, e somente Cristo veio morrer pelos nossos pecados, a obra perfeita foi realizada por Ele, seu triunfo sobre a morte e o pecado, foi o marco que terá uma memória eterna. Em que temos a redenção pelo sangue, a saber, a remissão dos pecados” (Colossenses 1:14) O testemunho do Novo Testamento é muito claro. Esse deve ser o nosso grito angustiante, Cristo Jesus nosso Salvador morreu pelos nossos pecados. Há na cruz uma dor profunda que partiu e dilacerou a alma de Deus em Cristo. O sofrimento vergonhoso da cruz, para trazer glória e incorrupção pelo evangelho “E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho” (2 Timóteo 1:10).  A igreja pós moderna abandonou o conceito bíblico do pecado, e quando o conceito bíblico do pecado é abandonado, a obra da cruz perde o seu teor de profundidade. Não é sem causa que muitos estejam associando a cruz com amor, quando na verdade a cruz é o símbolo de um juízo terrível contra Cristo por causa de nossos pecados. Você não encontra nas Escrituras que a cruz é uma expressão de amor, o amor ´de Deus está no Filho, não na cruz, e esse amor se manifesta ao mundo, não porque merecemos, mas porque a graça de Deus se manifestou.  Todo o ódio justo de Deus, toda repulsa que Ele tem contra o pecado, toda a sua ira por causa de nossas abominações, foram jogadas sobre Cristo na Cruz “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:13) “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que mortos para o pecado, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas pisaduras fomos sarados”(I Pedro 2:24). A cruz está o ápice da dor, do sofrimento, da vergonha, da ignomínia, do vitupério, da agonia, da dilaceração, é pois o lugar  mais abominável do universo, e Cristo esteve lá, para fazer expiação pelos nossos pecados. “O qual se deu a si mesmo em preço de redenção”(I Timóteo 2:6) Ele foi o preço do resgate, o preço pago foi elevadíssimo, por isso mesmo, é inaceitável uma pregação do evangelho superficial, uma vida cristã sem uma cosmovisão profunda da cruz, é uma teologia fracassada. A igreja moderna carece desse testemunho vigoroso. Nós temos a redenção somente por causa de Cristo, sua morte e ressurreição, e isso ele fez através da cruz. “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça”(Efésios 1:7) “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado”(I Pedro 1:18 e 19). “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”( 1 João 2:2)
O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo veio na plenitude dos tempos, para morrer pelos nossos pecados. O amor do Pai se manifestou em seu Filho, não na cruz que Ele suportou. A obra de sacrifício redentor foi causada pelo amor, mas não houve nenhum sentimento de amor na cruz. O que houve nela foi um sofrimento maldito, uma sentença terrível que só Cristo poderia suportar.  A cruz simboliza a vergonha, a sentença do pecado. A cruz revela a gravidade nefasta do pecado, não há romance na cruz.  O épico do Filho de Deus pode conter amor, quando lavou os pés dos discípulos, pode revelar o mais puro amor na entrega incondicional a dor, mas o sofrimento em si e as injurias malditas causadas pela cruz, não podem ser considerados como reações de amor, elas são reações da rebeldia humana, a nossa rebelião provocou todas as dores da cruz de Cristo. A cruz é mais ódio da humanidade, é mais violência do pecado, é mais conseqüência de rebelião, e só um tratamento tão radical pode conceder aos pobres e miseráveis pecadores, tamanho perdão. Não compreender isso, nos remete para uma pregação fraca, para uma teologia fraca e por fim para um fé superficial. Deus não derramou o amor por seu Filho La na cruz, Deus derramou o seu juízo sobre o seu Filho por nossa causa. Entender isso é importante, não entender a obra da redenção, a obra perfeita da cruz, gera um cristianismo distorcido, uma anomalia espiritual. “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto. Suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se a destra do trono de Deus”(Hebreus 12:2) Ele suportou a cruz, ele carregou os nosso pecados, suportou a sentença. Esse sacrifício de Cristo tem um oceano de significados “E que, havendo por ele feito a paz pelo seu sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus”(Colossenses 1:20 “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contraria, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”(Colossenses 2:14) A grande descida de Cristo aos sofrimentos humilhantes da humilhação, em uma “cruz sublimis” ele desce a vergonha,  a humilhação de uma morte tão vil “E, achado na forma de homem. Humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz”(Filipenses 2:8).  Não há como desviar-se do foco central do evangelho, fugir da mensagem da cruz é apostatar-se, diminuir os méritos do sacrifício de Cristo na cruz é promover outro evangelho, mesclar a perfeita obra de Cristo na cruz com nossos méritos religiosos é promover um humanismo decadente. A graça é a graça no seu sentido mais bendito, ou a nossa religião torna-se uma superstição humanista. “E, levando ele ás costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Golgota”(João 19:17)
Não podemos diminuir a importância da obra da cruz ou tentar dissolver seus significados profundos com nossos supostos sentimentos compassivos. O homem pecador não tem moral para falar da misericórdia e da justiça de Deus. Ele não tem méritos e nem discernimento próprio, para buscar através de sua razão e sua emoção, os significados espirituais mais profundos da obra da redenção realizadas por Cristo na Cruz. Se não fosse a revelação divina, contida nas Sagradas Escrituras, estaríamos alheios e nunca poderíamos alcançar uma compreensão maravilhosa da graça de Deus e do sacrifício de Cristo na cruz. “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:24) A expiação no sistema do sacrifício levitico apontou para Cristo e a sua obra perfeita. Não podemos deixar de olhar para tão maravilhosa graça, que se manifestou através de Cristo, nosso Senhor e Salvador “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu zeloso e de boas obras” (Tito 2:13) A vida cristã e a pregação cristã. O testemunho do cristão aponta apenas em direção da cruz, lá no madeiro tenebroso Cristo suportou a nossa condenação, esse deve ser o testemunho dos verdadeiros cristãos, esse deve ser o testemunho do remanescente. “O qual se deu a si mesmo m preço de redenção por todos, para servir de testemunho ao seu tempo”(I Timoteo 2:6)

 A palavra traduzida "expiação" do hebraico é כּפר (kâphar)  o que significa mais completamente,  perdoar  um pecado pagando uma penalidade.

A Revelação Gloriosa do Cristo Salvador

"Ele é a revelação final de Deus. 
Ele é o herdeiro de todas as coisas. 
Ele é o resplendor da glória de Deus. 
Ele é a exata expressão da natureza de Deus. 
Ele sustenta o universo pela palavra do Seu poder.
Ele fez purificação dos pecados.
Ele está sentado à destra da Majestade.
Ele, Deus, entronizado para sempre com um cetro de retidão.
Ele é adorado por anjos.
Seu governo não terá fim.
Sua alegria esta acima de tudo no universo.
Ele tomou forma humana.
Foi coroado de honra e glória por causa do Seu sofrimento.
Ele foi o Autor da nossa salvação.
Ele foi perfeito em toda a Sua obediência por Seu sofrimento.
Ele destruiu o que tinha o poder da morte, isto é, o diabo.
Ele nos libertou das amarras do medo.
Ele é misericordioso e fiel Sumo Sacerdote.
Ele fez propiciação dos pecados.
Ele é compassivo devido as Suas próprias provações.
Ele nunca pecou.
Ele ofereceu alto clamor e lágrimas com temor reverente, e Deus O ouviu.
Ele se tornou fonte de salvação eterna.
Ele mantêm Seu sacerdócio pela virtude de uma vida incorruptível/indestrutível.
Ele se coloca na presença de Deus a nosso favor.
Ele é Fiador de uma aliança superior.
Ele é santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, mais sublime que os céus.
Ele é perfeito para sempre.
Ele virá segunda vez para salvar aqueles que estão avidamente esperando por Ele.
Ele é o Autor e Consumador da nossa fé.
Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente." 


John Piper

sábado, 14 de outubro de 2017

Coração Piedoso


Estudo Das Escrituras


Temor, Obediência e Resistência

                                               
Temor, Obediência e Resistência

O diabo ruge como leão buscando a quem possa tragar. Ele é o nosso adversário e está andando em derredor, ou seja muito próximo (I Pedro 5:8) há porem uma promessa: “Mas fiel é o Senhor, que vos confirmará e vos guardará do maligno”(II Tessalonicenses 3:3) também está escrito: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca, mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca”(I João 5:20) Essas são promessas do Senhor. Não somos tocados pelo inimigo, e só a permissão  divina concede o direito ao diabo e seus anjos caídos agirem contra nós. Estamos debaixo da proteção do altíssimo. Porém há algo que precisa ser levado em conta se desejarmos estar debaixo da proteção divina. Antes veja o que Paulo diz em Efésios 6:10 “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” Precisamos estar fortalecidos e então esse inimigo que nos rodeia, fugirá de nós. “Sujeitai-vos a Deus e resisti ao diabo e ele fugirá de Vos”(Tiago 4:7)
Primeiro precisamos nos sujeitar a Deus. Temor e obediência, sujeição ao Senhor, fazer a sua vontade, ter nosso coração voltado para Deus, pensar em todos os momentos no Senhor, meditar na sua palavra, ler e decorar as escrituras, são formas eficazes de sujeição ao Espírito da Graça. Veja que Jesus venceu a batalha contra o Diabo sujeitando-se a Deus Pai e usando a Biblia Sagrada (Leia Mateus 4:1 a 11)
Segundo: resistência é algo que alcança quem tem força, porém essa força não é a nossa vontade, nem nossa natureza humana jamais pode resistir as forças das trevas.  Então essa é uma força que vem de Deus. Ele nos concede, quando oramos e entregamos tudo na nossa vida aos seus cuidados. E isso significa que todas as vezes que cairmos em alguma transgressão devemos dobrar  nossos joelhos e pedir perdão ao Senhor. A manutenção da vida espiritual consiste em sempre confessar nossos pecados ao Senhor e pedir que a sua vontade seja feita em nossa vida.
Terceiro. A batalha espiritual ocorre de diversas maneiras, o diabo pode bloquear a nossa vida, impedido a oração, impedindo de ler e estudar as Escrituras, cegando a nossa mente e impedindo de ir aos cultos, esses bloqueios são comuns. Precisamos de sujeição a Deus para derrubar esses bloqueios e fortalezas.
Quarto. O diabo oprime, seus demônios são agentes invisíveis que tentam trazer opressão sob aqueles que querem servir a Deus. Mas a resistência deve ser sempre nossa reação. Todas as vezes que se sentir oprimidos, clame pelo nome de Jesus, confesse sua fé na vitória que Cristo conquistou na ressurreição. Ele triunfou sobre os principados e potestades e expôs cada demônio a vergonha de uma derrota absoluta. (Colossenses 2:15) Essa deve ser sua fé e sua confissão. Resista a opressão buscando forças no Senhor Deus Todo Poderoso, Jesus convida a ir até ele quando oprimido (Mateus 11:28)
Quinto.  O diabo invade, ele é o tirano e invasor de muitas vidas. Muitos corações incrédulos são ocupados e controlados por demônios (efésios 2:2), mas Deus e seu Bendito Filho farão morada no coração piedoso e obediente (João 14:23). Então concluímos que onde Deus e Cristo estão presentes, o diabo e seus demônios estarão ausentes. Somente podem oprimir e bloquear. Mas se tivermos dispostos a resistir, eles fugirão, e estaremos livres da tirania e da opressão dos poderes das trevas “Filhinhos, sós de Deus, e já tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo”(I João 4:4)
Devemos, portanto buscar uma vida de piedade e vigilância, orando e sujeitando-se a Deus e teremos vitória sobre todos os ataques do inimigo. Amém

Clavio J. Jacinto


Experiências de Quase Morte, Espiritualismo e Engano

                                         
                                       Experiências de Quase Morte, Espiritualismo e Engano.

Milhões de pessoas que passaram por uma experiência de quase morte, retornam a vida contando experiências dramáticas de transformação radical. Trata-se de uma experiência espiritual na maioria das vezes associada ao ocultismo e ao engano, já que possui elementos antibiblicos e perigosos, como conatos com mortos, seres angélicos e sinais claros de projeção astral e outros fenômenos paranormais. Essa experiência é um agente de transformação de consciência global, e o testemunho de tanta gente promove a remoção do temor da morte, do arrependimento bíblico e acima de tudo, não promove o evangelho bíblico.
Creio que o Dr Raymond Moody tem sido o pesquisador que mais contribuiu para a popularização das Experiências de Quase Morte, mas conhecida com a abreviação de EQM. É necessário que se faça antes de tudo um alerta, e quero ressaltar que vou fazer uso das palavras de John Weldon e John Ankerberg, pesquisadores que escreveram um livro muito bem documentado sobre o assunto. “...A EQM representa um engano espiritual, porque ela conduz as pessoas para longe da salvação de Deus e em direção a confiança em suas próprias boas obras, o que junto com a remoção do temor da morte e experiência do todo amoroso ser ‘de luz”, convence-as de que nada mais é preciso para entrar no céu após a morte.” (1)  Pessoas que passam por essa experiência  acabam passando por um processo de transformação espiritual profundo, devido ao impacto da experiência, um pesquisador sobre o assunto confirma: “Um sentimento de renascimento espiritual, uma nova maneira de estar no mundo e uma percepção diferente deste, uma redução das tendências autodestrutivas, um crescimento da vitalidade e uma afirmação feliz da existência são as características dessa transformação”(2)
Não resta duvida de que esse fenômeno é um agente de transformação de consciência, e desde a década de setenta vem causando um impacto sobre a sociedade. Mas o mais preocupante é que é que de fato trata-se de um fenômeno que envolve revelações, profecias, encontros com seres de luz, anjos, mortos e experiências diversas, muito comum no espiritualismo e no ocultismo. Um caso famoso, foi o de Dannion brinkley, assim é narrada a experiência de Brinkley dessa forma “Enquanto Brinkley era declarado morto pelos médicos e seu corpo colocado em uma maca para ser levado ao necrotério, ele teve seu futuro revelado por vários seres angelicais. Eles se apresentaram um após o outro, carregando cada um deles uma caixa, abrindo-as e falando sobre as visões crípticas do que iria acontecer nas décadas seguintes.”(3) Parece que algumas dessas revelações realmente se cumpriram, pois afirma-se que algumas das profecias estavam relacionadas a guerra do Golfo e o declínio do império soviético.
Creio que esses fenômenos de saídas do corpo em momentos de morte, estão associados com viagens astrais e experiências como as descritas por Choo Thomas, e suas visitas ao céu, Assim como as experiências xamanicas e as descrições de viagens por outras dimensões. Há porem casos de experiências descritas por cristãos, temos por exemplo a historia de Todd Burpo, um pastor evangélico norte-americano que teve um filho chamado Colton envolvido com  experiências de EQM, que virou um filme. (4). Outro famoso caso, foi o do Dr Eben Alexander III, um neurocirurgião que experimentou a experiencia de EQM considerada por Raymond Moody como uma das mais curiosas. Houve uma reportagem especial em um canal de televisão bem conhecido, sobre o caso do Dr Eben alexander III. Acontece que o Dr Eben, pelo que indica no seu Best seller”Uma Prova do Céu - A Jornada de um reurocirurgião á vida após a morte”, publicado em português pela Editora Sextante, era cristão. No livro citado, ele após descreve suas experiências, faz agradecimentos e menciona o pastor episcopal Michael Sullivan. (5)
 Experiências dessa natureza espiritualista e sobrenatural já ocorrem há muito tempo entre membros de igrejas abertas para esse tipo de fenômenos.
O Dr Eben Alexander III teve experiências comuns aos outros casos de EQM, como algumas singularidades a parte, e também recebeu mensagens do além. A grande síntese dessas mensagens é que resulta em uma nova percepção de crenças errôneas. O amor parece ser o centro da experiência do Dr Eben, e como acontece no espiritualismo, mensagens éticas se misturam com fenômenos ocultistas, tese e antítese para formar uma síntese, uma nova forma de ver uma suposta verdade, completamente fora dos padrões bíblicos com relação a morte e o juízo futuro.
 Sem duvida é o perigo encoberto por debaixo de um discurso que centraliza o ego humano, de forma tão diluída que acaba iludindo, o Dr Eben narra algumas de suas experiências: “A mensagem (que estava recebendo telepaticamente em sua experiência de EQM) tinha três partes, e se tivesse que traduzi-la em linguagem terrena, eu diria que era mais ou menos isto:
-Voce é amado e valorizado imensamente e para sempre
-Não há nada a temer
-Não há nada que você possa fazer de errado”(6)
O problema de experiências da natureza sobrenatural como essas, que os seres de luz ou seja o for, querem atuar como mestres espirituais, na experiência de EQM, o Dr Eben, comenta: “Seria necessário o resto da minha vida, e um pouco mais, para relatar o que aprendi ali. O conhecimento transmitido a mim não foi ‘ensinado’ como se ensina historia ou matemática. Os ensinamentos vinham diretamente, sem que eu precisasse ser convencido. O conhecimento era armazenado sem memorização, instantaneamente e sem esforço. Ele não desaparecia como acontece com a informação comum-e até o dia de hoje eu o retenho, com mais clareza do que guardo as informações que acumulei em todos os meus anos de estudo”(7)
Mas que tipo de ensinos o Dr Eben atribui ter recebido de suas experiências. Creio que não preciso citar muitos exemplos tirado do seu livro, alguns poucos exemplos já são suficientes para detectarmos algo perigoso e antibiblico. Sem levar em conta que a família dele teve suporte espiritual de uma mística que orientou o uso de mantras enquanto O Dr Eben estava em coma no hospital (8)
Vejamos alguns ensinos metafísicos que o Dr Eben adquiriu em sua Experiência:

1)Ele está em unidade com Deus e a ideia de que estamos separados de Deus é falsa. Ele afirma “a suspeita (falsa) de que estamos separados de Deus é a raiz de todas as formas de ansiedade no universo...”(9) A bíblia ensina que aqueles que querem se justificar pela guarda da lei estão separados de Cristo(Gálatas 5:4) Os que não são regenerados estão separados de Deus (Efésios 2:2) As nossas iniquidades fazem separação entre nós e Deus (Isaias 59:2) As experiências de EQM promovem o universalismo.

2) O nome de Deus é Om.  O Dr Eben identifica Deus por esse nome. (10) Não existe nem uma menção nas Escrituras que esse seja o nome de Deus, trata-se de uma nova revelação e isso é condenado pelas Escrituras (Galatas 1:6 a 8)

3) Deus é humano, até mais humano do que nós. (11) Cristo é o mediador entre Deus e os Homens, Portanto o Filho e não o Pai é homem (II Timoteo 2:5)

Não há nada de cristão nas experiências do Dr Eben, não se trata de uma experiência espiritual que promove a salvação pela obra de Cristo na cruz, não promove a fé cristã nem a exposição de doutrinas ortodoxas. O que percebemos é uma experiência confusa, universalista e com um forte teor de espiritualismo. Infelizmente, isso não contribui para a verdadeira espiritualidade e nem mesmo para a verdade.  A Palavra de Deus condena os fenômenos dessa natureza (Levítico 20:27, Deuteronômio 18:11 e Efésios 5:11)
Para finalizar esse estudo, menciono as palavras do Dr Eben, relacionadas a sua experiência de EQM e suas pesquisas sobre o assunto, ele escreveu: “Embora nenhuma EQM seja igual a outra, eu descobrira nas minhas leituras pós-coma que há uma lista de características que muitos compartilham. Uma delas é o encontro em espírito com uma ou mais pessoas falecidas que os pacientes conheceram em vida”(12) Aqui temos a prova simples na descrição dele, que a EQM é na maioria das vezes uma forma de espiritismo. Sempre envolve seres de luz, pessoas falecidas, espíritos e até um Jesus, as vezes há descrições de prazer outras de horror, mas na raiz de todo o fenômeno está o espiritualismo. É um engano espiritual, sabemos que existe sim um mundo espiritual, satanás se transfigura em anjo de luz (II Coríntios 4:4) o contato com espíritos caídos é proibido pelas escrituras bem como a pratica de espiritismo e contato como supostos almas de pessoas falecidas.


Autor: Clavio J. Jacinto

Referencias Bibliográficas
(1)    Os Fatos Sobre a Vida Após a Morte John Ankerberg e Jonh Weldon –Obra Missionaria Chamada da Meia Noite. Pag 33
(2)    Depois da Vida,  Hélena Renard, Nova Era Editora 1985-Pagina 157
(3)     Salvo Pela Luz Dannion Brinkley e Paul Perry- Larousse, primeira edição de 2010, Pag 11
(5)    Uma Prova do Ceu-Dr Eben Alexander III Editora Sextante 2012 Pag 184.
(6)    Idem Pag 46
(7)    Idem Pag 55 e 56
(8)    Idem Pag 101
(9)    Idem 79
(10)Idem Pag 87
(11)Idem Pag 87.

(12)Idem 157.

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