quarta-feira, 21 de junho de 2017

A ARVORE MALIGNA



A ARVORE MALIGNA
Série: Artigos de Impacto

 Durante muitos anos venho me deparando com problemas nas famílias cristãs de um modo geral.  A vida conjugal muitas das vezes torna-se uma batalha, claro que pela lógica do evangelho, ambos, esposo e esposa devem lutar juntos contra os ataques do diabo, mas de tal maneira o inimigo luta com destreza e astucia que consegue fazer com que a família se torne um campo de batalha onde os cônjuges lutam um contra o outro.
Eu quero deixar aqui uma alegoria de como o diabo trabalha e consegue se infiltrar ou alcançar suas malignas intenções no seio de uma família, e creio que isso ajudará cada casal a olhar para dentro da família com mais cuidado.
 Satanás joga uma pequena semente no jardim do casamento, nesse jardim, as flores do carinho, da compreensão, da ajuda mutua, da oração, do respeito, da sinceridade, da lealdade etc, devem ser cuidadas e regadas sempre. Porém essa semente infernal é uma invasora, que vem de modo sutil e se infiltra no terreno sagrado do casamento. Esta é a obra do diabo. Tal semente tem só um intuito, germinar e crescer. Se sua presença não for percebida, ela depois de alojada, começa a germinar e expandir-se até a forma de uma grande arvore maligna. As raízes se alastram e aos poços elas vão matando as flores do jardim da família e do casamento. Ela cresce, porém ela precisa de esterco, muito esterco para crescer e se desenvolver dentro do casamento. Então, o que é esse esterco que serve como fertilizante para essa arvore alienígena e maligna dentro da família? Há vários tipos de estercos, há o esterco da indiferença, da discussão, das brigas, há o esterco das ofensas, dos insultos. Há um série de estercos que dão fertilidade a essa arvore maligna, que cresce mais a medida em que segue o desentendimento, a falta de compreensão, a falta de perdão e toda espécie de conflitos, dissensões, brigas e contendas dentro da família. Toda essa carga de esterco dá um poder de crescimento imenso para essa arvore do inferno. A arvore vai por fim, quando alcançar certa estatura, os frutos venenosos que irão destruir e matar tudo a sua volta relacionados a família.
 Frutificando essa arvore, depois de tomar a controle total do jardim da família, aparecerão os frutos mortíferos dessa maldita arvore. Então num estagio avançado, surgirão as conseqüências dessa frutificação da arvore maldita: Violência verbal e física, divorcio, depressão, amarguras, filhos rebeldes, etc. O diabo então consegue alcançar seus mais tenebrosos objetivos, sua semente se alojou no seio da família, germinou e não houve resistência por parte dos integrantes. Não houve uma percepção de que uma arvore maligna estava crescendo por estágios e se alimentando do esterco produzido pelos próprios membros da família, agora a arvore produz um ambiente sombrio, serve de abrigo para espíritos demoníacos e produz os frutos venenosos que irão matar cada membro da família, irá matar o amor e o afeto, o respeito, a compreensão, todas as virtudes serão devoradas, até que tudo esteja completamente destruído e uma família e um casamento fiquem completamente arruinados. O que se deve fazer, quando se percebe que essa arvore se encontra crescendo dentro da nossa família? Que atitude devemos tomar,  quando encontramos ela dentro do jardim do nosso casamento? “E também agora está posto o machado á raiz das arvores; toda a arvore que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo”(Mateus 3:10) Essa arvore precisa ser cortada e destruída, deve ser eliminada do seio familiar. Aqui é um caso de vida ou morte. Ou você destrói essa arvore do jardim de seu casamento ou o seu casamento vai ser destruído por essa arvore. É você e sua família que correm o risco, portanto ela deve ser banida. Pare de dar esterco a essa arvore que já se encontra presente dentro do seu casamento, pare de nutrir os intentos do diabo, ceife essa arvore! Queime ela, destrua!  De outra maneira ela vai matar seu casamento. Sua família e seus filhos, ela irá matar você...


Clavio J. Jacinto
claviojj@gmail.com

A Diferença...

A diferença entre um santo é um pecador é esta:Um pecador vive para agradar a si mesmo e um santo vive para agradar a Deus.

Paris Reidhead

terça-feira, 20 de junho de 2017

A graça Divina e Orgulho Humano

 Compreender a infinita graça de Deus, ser sustentado pela sua divina misericórdia, descansar na perfeita obra do Cristo crucificado e ressurreto, nos livra do fanatismo e do orgulho religioso e acima de tudo a pretensão egoista que somos merecedores de qualquer dadiva divina.

Clavio J. Jacinto

Misericórdia e Esperança

Quanto mais nos é revelado do custo do sacrifício de Cristo na cruz, mais ainda será nossa percepção de quem a misericórdia divina a nossa religião é vã.

Clavio J. Jacinto

Descanso na Misericórdia Divina

Na luz da tua misericórdia meu coração sossega em grande confiança, todavia estou consciente que os méritos das minhas obras nunca podem alcançar a tua justiça

Clavio J. Jacinto

Discernimento e Fé


Caminho da Paciencia


Sabedoria e Humildade


Sofrimento e Vida


Cristo: O Caminho


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Sucessão ou Permanência?



Para  permanecer no caminho dos apóstolos, precisamos andar pelas veredas antigas, a mesma direção que peregrinaram os santos que andaram com Cristo no primeiro século. Um dos desvios sérios ocorreu quando pessoas com falsas pretensões começaram a surgir dentro da igreja já no seu começo,  como lobos devoradores, buscando desviar a igreja da  sã doutrina através de novas teologias apresentadas pelo manto de uma falsa autoridade apostólica. Na igreja de Éfeso, tal como relata o livro de Apocalipse Cristo denunciava  essa invasão pseudo apostólica. Indivíduos que ingressaram na igreja de Éfeso, apresentando-se como apóstolos de Cristo.  Ora, no meio de tantos inimigos espirituais, haviam também os gnósticos. Pessoas que afirmavam receber novas revelações e terem um nível de conhecimento espiritual maior do que o revelado nas escrituras. João dentro desse contexto espiritualista gnóstico, declarou: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo, não tem Deus”( I João 1:9). Essa é a questão que se desdobra em quase todas as epístolas depois de Atos dos apóstolos. Vimos como a maior parte da literatura de Paulo, Pedro e Judas tem uma alto teor apologético. Paulo não cessava de denunciar as heresias e os erros que se desenvolvia dentro das assembleias cristãs. Por isso mesmo, permanecer na doutrina dos apóstolos do Cordeiro era uma batalha constante, e creio que ainda hoje é assim.(Atos 2:42) Sabemos que a igreja verdadeira precisa estar firmada nos ensinos dos apóstolos, não uma sucessão mas em uma permanência. Parece que uma teoria cedo se desenvolveu na igreja e que se constitui um grande desvio da forma do cristianismo original, seria crer numa sucessão ao invés de uma permanência. Desse modo ao invés das sagradas escrituras, cujas paginas guardam o pensamento do Espirito Santo serem o fundamento da fé, a autoridade foi transferida para a tradição e para a ideia daqueles que representavam a sucessão. Não há como concluir de forma diferente, o resultado sempre será um desvio, um afastamento das doutrinas do Novo Testamento. É verdade que bem cedo, o apostolo Paulo advertia que não podíamos ultrapassar o que estava escrito (I Corintios 4:6) mais a frente, já no limite do fechamento do cânon dos vinte e sete livros do Novo Testamento, essa ordem e princípio parece ser repetido de forma clara em Apocalipse 22:18. Os marcos antigos de uma forma geral devem ser entendidos nessa direção. Já ouvi pregadores usarem a ideia do estabelecimento de marcos antigos para recuperar doutrinas denominacionais, mas isso é um erro. Deus não está interessado em doutrinas denominacionais, elementos do pensamento humano que muitas vezes nublam o sol da revelação divina. A essência da fé cristã está na santificação pela verdade da palavra de Deus (João 17:17) A palavra inspirada e útil deve ser o suporte que sustenta toda a verdadeira fé, porém vimos de um modo geral que a cristandade se afasta cada vez mais dese principio.  Fazendo uso de minhas obervações e por experiencia própria, vi muitas vezes, pessoas que professam a fé cristã, rejeitar a pregação expositiva da palavra de Deus, por ser desagarrável ao paladar do coração aquecido pelo fogo estranho do barulho do falso avivamento.  Vi diversas vezes isso! Não é uma experiencia incomum, ela é comum nos meios pentecostais carismáticos, onde de certa forma, uma revelação extra bíblica ganha mais enfase e autoridade do que as palavras de Cristo ou dos santos apóstolos registradas no Novo Testamento. O subjetivismo das revelações extra-bíblicas a valorização doentia para o misticismo subjetivo é uma porta aberta para toda especie de espíritos enganadores, não é de admirar que as coisas estão do jeito que estão! O caos dentro do movimento carismático tem uma origem: o desprezo pela autoridade das Sagradas Escrituras. Não estamos vendo hoje uma cristandade namorando o misticismo oriental? Não estamos vendo uma igreja pós modema flertando apaixonadamente o misticismo católico romano? O subjetivismo, a falta de fundamento doutrinário é um caminho para aberto para apostasia. Não queremos só ficar com a palavra de Deus, queremos comer o fruto do conhecimento do bem e do mal. Então o movimento carismático aponta para a possibilidade de profecias contemporâneas, e com essa abertura surgiu uma miríade de falsos profetas. Assim também com relação a sinais e maravilhas e com isso uma abertura para uma miríade de charlatães, abrindo para a possibilidade de revelações extra-bíblicas surgiu uma horda incontável de falsos ensinos e heresias. Esse é o resultado. De fato sem contar com o desequilíbrio psicológico que tais coisas produzem. Não é admirável que eu conheça pessoas que advogam uma santidade pessoal tão doente, que o resultado final é um orgulho asqueroso.  Ainda que no meio de toda essa confusão, permaneçam grupos de cristãos que advoguem calorosamente uma ortodoxia, denuncie toda essa baderna religiosa e oponha-se com tenacidade aos enganos e aos abusos que vemos hoje, tornou-se muito difícil arvorar o estandarte da sã doutrina quando o evangelho virou a moda do mundo.


Clavio juvenal Jacinto

Livro: A Igreja do Novo Testamento e seus Simbolos


Pelo fato de existir poucos livros sobre o assunto na língua portuguesa, resolvi indicar esse livro, que é oferecido gratuitamente no formato eletrônico mo site a seguir:

http://www.churchofgodeveninglight.com/books/

Uma versão alternativa, traduzida para o português, sem correção pode ser encontrada no meu 4shared, você também pode fazer um download a partir desse endereço:

https://www.4shared.com/office/1qUejB9Nei/A_IGREJA_NT_E_SEUS_SIMBOLOS.html


Boa leitura!



Consagração e Intimidade com Deus


Na medida em que entregamos nosso coração a Cristo, nosso espirito passa a ser o centro espiritual, onde Deus estabelece uma comunhão de forma mais intima

Clavio J. Jacinto

O Cordeiro e o Caminho


Quando a voz do cordeiro é inconfundível, a direção que tomamos, jamais pode por si mesma ser uma direção tomada pela confusão e pela duvida


C. J. Jacinto

Sofrer por Cristo

O Sofrer é um doce perfume na alma consagrada a Cristo

C. J. Jacinto

domingo, 18 de junho de 2017

Cristo: A Realidade II


Cristo é Realidade suprema, tudo fora dele é uma mera ilusão

Clavio J. Jacinto

Cristo: A Realidade


Não existe qualquer realidade a ser encontrada no destino cujo caminho não Cristo

Clavio J. Jacinto

A Cruz, a Graça e a Proteção Eterna


Pela sua onipotência, no derramar-se a si mesma na morte, Cristo sofreu a penalidade da cruz, e debaixo de sua morte expiatória, todo o pecador encontra um lugar seguro

Clavio Juvenal Jacinto

A Graça e a Fé

Toda a confiança na vida cristã precisa ser sustentada pela graça de Deus. Fora desse foco, tudo declina ou para o fanatismo cego ou para a mornidão da indiferença.

Clavio J. Jacinto

Um Perigo a Evitar - F. B. Hole



                         Um Perigo a Evitar
Série: Artigos de Impacto

FB Hole.

(Extraído de Scripture Truth Vol. 38, 1953-5, página 193.)

A formação da igreja de Deus é registrada em Atos 2. No poder que marcou seus primeiros dias. Vemos seu progresso registrado em Atos 3 e em Atos 4.
Então, em atos 5, detectamos o primeiro mal que se manifestou no meio dela. Este foi o pecado de pretensão; irmãos querendo se apresentar como se tivessem um maior padrão de espiritualidade e devoção maior do que já existia..
Muitos estavam vendendo seus bens e dedicando uma soma ao Senhor. Ananias e Safira venderam uma propriedade e apresentaram uma parte da soma como se fosse o todo. Ananias agiu com uma mentira.
Safira agiu falando a mesma coisa. Eles desejavam adquirir uma reputação de serem mais espirituais do que  realmente eram.
A pretensão de querer ser superior aos demais de maior foi o primeiro pecado registrado então, na história da igreja. Esse pecado  Também será o último na história da igreja como veremos.
Este pecado de pretensão começou com indivíduos, e é um perigo que ameaça todo cristão como um indivíduo; Isso é muito simples nas Epístolas. Nós citamos algumas passagens em apoio a isso afirmação.
"Por que eu digo... A todo aquele que está entre vós, não pense de si mesmo além do que convém "(Romanos 12: 3).
"Se alguém acha que ele sabe alguma coisa, ainda não sabe como convém saber" (1Cor. 8: 2).
"Aquele pois que cuida estar em pé veja que não caia" (1 Cor. 10: 12).
"Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual..." (1 Cor. 14: 37).
"Se alguém pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo" (Gal. 6: 3).
Aqueles eram os dias em que realmente haviam homens que conheciam as coisas de Deus. Haviam aqueles  que eram profetas e espirituais, mas estes eram homens que apenas estavam  ocupados com Cristo e Seu serviço, e não pensando em si mesmos. Aqueles que estavam queriam atrair atenção para si mesmos, e fazer reivindicações para si mesmos, com base nesse pensamento, eram em grande parte pretendentes. Isso é muito claro nas palavras do apóstolo. Nos casos, acima citados, ele diz claramente: "eles não conhecem nada", "eles não são nada"; Nos outros ele destaca claramente que os pretendentes não eram na realidade o que eles pensavam ser.
Mas a exemplificação mais marcante do ponto que estamos considerando é encontrada nas cartas  do Senhor às sete igrejas da Ásia, gravadas em Apocalipse 2 e 3.
Em seis dos sete, este pecado de alusão à pretensão é revelado de forma clara.
A Éfeso Ele fala de "os que se dizem apóstolos e não o são." Ele caracteriza
Eles como "mentirosos".
Esmirna: "os que dizem ser judeus, e não são, mas são a sinagoga de Satanás."
Para Tiatira: "essa mulher, Jezabel, que chama a si mesma uma profetiza, ensinar e seduzir. "
Sardes: "tens nome de que vives, mas estás morto ''.
Para Filadelphia: " Aos que se dizem judeus e não, mas mentem."
Para Laodicéia: "tu dizes: Estou rico e de nada tenho falta; e não sabe que és miserável , pobre e cego e nu ".
Nessas escrituras observamos  várias coisas. Em primeiro lugar, os requerentes aqui são grupos e não indivíduos. 
Jezebel é uma típica mulher, representando mais de uma pessoa. Para Sardes e Laodicéia é "tu", mas isso é dito ao "anjo", que representa a igreja! De modo que indica praticamente toda a igreja, com exceção de um pequeno remanescente.
Em seguida, vimos aqui uma afirmativa de identificaçãoe, e não apenas um modo de"pensar". Parece que o mal se intensificou desde os dias do apostolo Paulo. Chegou uma hora quando essas pretensões não eram apenas uma parte dos pensamentos das pessoas, com o passar do tempo, começaram a afirmar suas pretensões.
Além disso, a observação dessas cartas às igrejas como proféticas, parece revelar  que o mal se aprofundou como a história indica.
Efeso ficou perturbada com um pequeno grupo de homens que reivindicaram oapostolado. Esta foi uma reivindicação provável de certos individuos daquela igreja. Eles apareceram para enganar naqueles dias em que a maioria dos apóstolos genuínos foram mortos pelo martírio e  o cânon das Escrituras já quase estava completo. A mesma reivindicação perigosa foi levantada nos nossos dias em nome dos homens, que são considerados "espirituais", e cujos enunciados foram devidamente convocados.
As reuniões devem, portanto, ser aceitas como quase, se não inteiramente, tão autoritárias como a Escritura. Na era de Esmirna, houve um problema e uma amarga oposição de um certo grupo, que reivindicou uma posição análoga ao do judeu. Eles eram verdadeiramente uma "sinagoga", mas era de satanás. Eles eram religiosos e ritualisticos, mas completamente  sem realidade. Há uma redução distante com Tiatira. Jezabel proclamou ser uma profetisa, e ela indica, acreditamos, a hierarquia romana, que reivindicam o direito exclusivo de interpretar as Escrituras, e assim de expressar a mente de Deus.  O pretendente aqui está completamente dentro da igreja e Está no poder.
Fora deste estado de coisas Sardes tem um paparelo com Protestantismo - usando a palavra no maior sentido - Tem um exterior muito mais respeitável e estabeleceu para si uma certa reputação, ou "nome". Ainda assim
É declarado como morto. Esse movimento dado por Deus logo se relacionou com poderes mundanos e Políticos, de modo que sua própria vida foi drenada nas guerras, bem como disputas internas.  Muitas coisas no protestantismo organizado está comprometido, embora haja coisas que ainda tenha vida espiritual.  Na igreja de Filadélfia temos um pequeno vislumbre do brilho e da realidade que marcaram a igreja  no inicio.
Em Laodicéia alcançamos o clímax triste. Toda a igreja está infectada, como no caso de Sardes, mas lá, era apenas uma reivindicação de viver, enquanto aqui a igreja realmente diz ser um paradigma de perfeição!
A reivindicação termina: "Não preciso de nada". A pretensão pode ir mais longe? E poderia o Senhor dar uma condenação é mais severa?
Observe uma coisa mais. Em todos os casos o Senhor, que examina as igrejas com os olhos como chama de fogo, não permite as reivindicações, e que na linguagem mais incisiva. Em nenhum caso existe o menor fundamento, de fato, para o qual reivindicam. O inverso. "Mentirosos"; "Sinagoga de Satanás" "Morto;" "Infeliz, miserável pobre, cego, nu"; São alguns dos termos que Ele usa para Laodicéia.

Agora, tudo isso tem uma voz muito distinta para nós. Vivemos em uma era que cada vez mais está assumindo a natureza de Laodicéia. E mais do que isso, infelizmente! Muitos de nós, que visaram caminhar na verdade, e tendo a vida de nossa igreja de acordo com a ordem estabelecida nas epístolas de Paulo, são Consciente de como este espírito de pretensão foi exibido em tais círculos e de como nós mesmos podemos ter sidos infectados  por isso.
Olhando para a nossa volta ao longo dos anos, ouvimos alegações de  grupos e individuos  proclamarem de forma egoista serem"Mais espirituais" Ou, possuir "Uma nova luz" etc.
É um fato, graças a Deus, que existem hoje santos que são de fato espirituais, que em sua medida de espiritualidade estão de pé diante de Deus, levando seu testemunho e ministrando a verdade necessária. Deus conhece todos eles e concede sua aprovação secreta, como também dá seu reconhecimento público como revela Apocalipse 3: 9. Porém esse é um reconhecimento do Senhor, não uma pretensão humana.
Nunca vamos esquecer que a pretensão de ser, ou ter, estas coisas é uma prova de que não somos praticamente nada.
O que então está se tornando na era de Laodicéia? Apenas o que é indicado nestes versículos (14-22).
Primeiro, reconhecer o Senhor como Ele se apresenta a nós aqui. Ele é o "Amém"; Aquele que é Eterno , que sustenta uma resposta perfeita a todos os propósitos de Deus. Ele é "o fiel e verdadeira Testemunha ", que se destaca como a representação completa de tudo o que Deus é, quando a igreja no seu testemunha falhou. Ele é "o início da criação de Deus", pois Ele foi ressuscitado dentre os mortos, Deus fez através de Cristo, um novo começo. Ele, e não a igreja, é o fundamento de todas as coisas. Assim, toda pretensão humana é completamente demolida.
Em segundo lugar, devemos reconhecer a setença imposta como descrita no versicuilo 19
Notemos que Cristo fala sobre arrependimento. Agora, o arrependimento funciona como um caminho de restauração das coisas como 2 Corinthians 7: 10 indica.
Terceiro, quando o ouvimos batendo à porta dos nossos corações, devemos abrir  a porta para que ele possa entrar. Então será estabelecida a comunhão do tipo mais doce e celestial. Ele virá para nossa mesa, para que ele possa conhecer nossas coisas, assim como nós ficaremos de pé adiante da sua mesa para que possamos entrar e desfrutar das coisas de Cristo.
Se, em qualquer medida, essa experiência for nossa, não devemos apenas crescer espiritualmente, mas reconheceremos que somos nada, e que Ele é tudo para nós
É evidentemente possível desfrutar dessa comunhão com o nosso Senhor ressuscitado mesmo nos últimos dias da história da igreja. Na medida em que o fazemos, seremos marcados pelo espírito de arrependimento e evitaremos fazer qualquer coisa que exalte a nós mesmos.


O presente artigo foi traduzido e adaptado por Clavio Juvenal Jacinto, para ajustar-se a necessidade do contexto da igreja atual.


sábado, 17 de junho de 2017

A DOR, O SOFRIMENTO E A VIDA CRISTÃ

                                        

 Durante anos fui ensinado de modo completamente hipócrita com relação a dor e as aflições.  Há um mundo de faz de conta na vida de muitos cristãos. Na verdade muita gente que professa a fé cristã é completamente hedonista e humanista por causa da superficialidade como é encarada o sofrimento. Tudo aquilo que aflige o homem parece vir do diabo, defendem esses superficiais. O resultado foi uma geração de cristãos que não compreendem o desígnio da dor e da aflição, não encontram nenhum valor no sofrimento, não conseguem produzir perolas em meio as intensas dores. O resultado é avassalador, para não dizer um escândalo.
Eu li o livro de Randy Paush “A lição Final”. Randy contraiu câncer, lutou contra a doença, mas de forma simples, encarou os fatos e viveu seus últimos momentos com uma sabedoria muito intensa. Paush morreu em 2008, seu legado foi uma ultima aula que deixou na internet e atraiu a atenção de muita gente. O livro “A Lição Final” eu li em paralelo com o livro de Eclesiastes. Uma experiência incomum. Acho interessante como uma pessoa pode encarar os fatos da vida de forma real, sem fantasias. E a bíblia não nos leva para um mundo de fantasias quando o assunto é sofrimento. Não importa de que modo vem a aflição, a dor e o sofrimento, ou como se experimenta, física ou emocional, na verdade ela é um fato real na vida de qualquer cristão, precisamos entender isso.
Mas, todavia, a cristandade tem polido a mensagem “não sofra mais” ou com a promessa “Venha a Cristo e todos os seus problemas serão resolvidos”. Uma geração avessa a dor foi desenvolvida a partir da mensagem fantasiosa de que o céu torna-se a realidade imediata de quem serve a Cristo nesse mundo. O resultado  segue em linhas opostas, gente que se decepciona e se afasta da fé cristã e outros que se auto-enganam e continuam em suas fantasias.
Há um livreto muito bom, escrito por H. L. Roush: A Benção da traição” o autor discorre sobre a sua experiência de amargura por ter sido traído por um amigo que ele confiava e fazia parte do circulo de comunhão cristã. Não estamos livres, nenhum cristão está livre das duras aflições da vida. Seja em suas múltiplas formas,a dor chega, de uma maneira ou de outra, mas cedo ou mais tarde, e ela vem dentro do propósito de Deus, pois na vida de um verdadeiro cristão,  ela sempre esta dentro dos domínios soberano de Deus. Não somos chamados para questionar, mas para suportar.  Paulo ensina que devemos ser pacientes na tribulação (Romanos 12:12) a palavra grega aqui em romanos é “Thlipsei” Jesus usa essa mesma palavra em João 16:33 quando afirmou : “No mundo tereis aflições” e significa angustia, tribulação, aflição etc. Cristo nunca prometeu aos seus seguidores que eles estariam isento dessas coisas. A glória do evangelho foi lapidada na aflição da cruz e brilha na piedade dos que suportam a dor quando passam por esse mundo caído.
Alguns anos atrás, uma irmã da nossa comunhão cristã contraiu câncer, depois de muito lutar contra a doença, ela partiu. Sei o quanto é angustiante tudo isso. É um mistério, o sofrimento humano. Mas estamos no estagio em que a natureza geme com dores de parto aguardando a redenção. A cruz é de alguma forma, parte da vida humana, de todos, inclusive dos redimidos. Mas sempre que alguém fica doente, como foi o caso dessa irmã, há sempre a perspectiva da cura. Quase sempre tudo gira em torno disso.  Por causa do misticismo e das experiências extra-biblicas, surgiram falsas profecias e palavras que eram opostas as evidencias. Até que se entenda os desígnios de Deus, tudo vai ficar encerrado na hipótese emocionalista.  Raramente alguém ora “seja feita a tua vontade” nas horas mais difíceis da vida. Quando vem a tribulação oramos para que Deus faça a nossa vontade, porque somos ensinados que a tribulação é uma desordem da vida espiritual, quando na verdade pode ser um chamado para colocar a nossa vida em ordem. Assim com a morte daquela irmã evidenciando que a emoção e o misticismo não pode tomar a ordem das coisas nem ter o controle absoluto da tribulação. A dor da perda torna-se confusa, o evangelho desacreditado e os propósitos de Deus obscurecidos.
Assim como é certo que o mundo jaz no maligno, de alguma forma, a condição humana jaz no sofrimento. Paulo diz que o nosso homem interior se corrompe, mas nosso homem interior deve ser renovado dia após dias.
J. W. Follette escreveu um artigo que todo cristão deveria ler: “A Tribulação, uma serva” Follette com uma piedade e um discernimento profundo, discorre sobre esse assunto, a aflição, com uma cosmovisão muito bem estruturada nas escrituras. O cristão deve tomar a tribulação como um escravo, pelo qual deve obedecer aos propósitos de Deus. Para Follette, Deus permite a tribulação na vida do cristão, para o aperfeiçoamento do caráter, aliás no inicio do artigo, o autor já explica que o Senhor permite o problema e a tragédia para testar a fé e o caráter de um cristão. Há um propósito na escola da espiritualidade cristã. O sofrimento foi uma serva na vida de missionários, teólogos, pastores, e é certo afirmar que o fio escarlate da redenção liga todos os livros da bíblia, também é correto afirmar que a dor também é uma luz que está acesa durante todo o trajeto da história da igreja.
Não sejamos infantis! Olhem para os primeiros séculos da igreja, como os irmãos sofreram as duras perseguições e morriam esfolados, afogados e queimados, devorados pelos leões e expulsos de seus lares.  A glória da coroa de um crente corresponde a dor que suportou em Cristo nesse mundo. Porém, hoje, uma multidão vai para as igrejas em busca de respostas pares seus problemas sejam ele financeiros, matrimoniais ou sentimentais. Não que de alguma forma isso seja errado, acredito que Deu abençoa seus filhos, e nem mesmo posso omitir que a benção esteja escondida numa dura prova. Porém o centro da mensagem cristã não é a resolução dos problemas existenciais do homem, mas sim do maior de todos os problemas, e esse de caráter eterno: o perdão de seus pecados.
Seguir os passos de Cristo é trilhar as veredas das aflições para chegar na glória. O caminho da vida cristã é cercado com as farpas da tribulação, com os espinhos das aflições, mas nem por isso, as flores deixarão de desabrochar.  A escola da dor é mais eficiente do que os prazeres do mundo (Eclesiastes 7:3). Porem queremos evitar-las, porque sofrer, na mentalidade de muitos teólogos é evidencia de falta de fé e evidencia de pecados. Ser pobre é uma maldição e toda doença é diabólica. Tudo isso é errado, porque doenças, dores, morte, tudo isso faz parte do estagio atual.
 A dor é parte constante da vida humana. Ela é um mecanismo deformado pelo pecado. Vivemos sofremos e morremos, isso ocorre com salvos e não salvos.  A vida segue ciclos como na natureza, amanhecer e madrugada, dia de sol e nublado, primavera, outono, verão e inverno. O livro de Eclesiastes e o livro de Jó exploram isso de forma bem clara. Jó é o justo que sofre as duras provações da vida. O Livro de Jó é um oceano de dor e é um homem santo que dá um mergulho lá. No salmo 73 Asafe questiona o fato do ímpio prospera e ele passar por apertos. José passa por duras aflições desde a inveja de seus irmãos até permanecer no calabouço de uma prisão fria por causa de uma falsa acusação contra ele. Paulo afirma que a nossa leve e momentânea tribulação produz um peso eterno de glória mui excelente. (II Coríntios 4:17) Tia ensina que devemos nos alegrar quando passarmos pelas tentações (Tiago   ) devemos entender que há propósito divino na dor e nos problemas que nos afligem. Mas essa geração não quer passar pela universidade do sofrimento.  Embora J. W. Follette com muita sabedoria ensinasse que a tribulação é uma serva, a maioria dos cristãos tornam-se servas da tribulação. A teologia enferma ensinou que um cristão não pode passar por apuros, não pode passar por problemas. Durante anos ouvi pessoas “evangelizarem os perdidos” com o jargão “Jesus te cura, resolve teus problemas” ou “venha para Cristo e todos teus problemas serão resolvidos”. É verdade que na vida cristã, tudo o que causa dano e provem do inimigo precisa ser tratado por Deus, porém aquilo que Deus permite tem um propósito. O processo que ele usou para colocar os santos num patamar de honra sempre foi pelo caminho do sofrimento.  
 Claro, não entendemos porque tantas coisas fogem da nossa compreensão. Somos limitados, e por isso, a fé e a confiança na santidade divina devem ser sempre lâmpadas que iluminam nosso caminho espiritual. Porém entendemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28). As paginas do Novo Testamento mostram a vida como ela é. João Batista é decapitado, Tiago foi transpassado pela espada, Antipas foi morto por ser testemunha de Cristo, Paulo sofreu muitos açoites, naufrágios  um terrível espinho na carne. Tudo indica que Maria perdeu seu esposo José, muito cedo, Cristo sofreu todas as dores na cruz do Calvário, almas clamam diante do Trono de Deus porque foram decapitadas por causa da fé em Jesus Cristo. Essa é a vida cristã.  Nesse estagio da vida, do nascimento a morte, temos a experiência de vida de um mundo caído. Quando nascemos de novo, pela regeneração, o velho homem fica, até a morte, a redenção começa pelo espírito do homem, e segue outros processos. Nosso corpo ainda vai ser transformado, assim como também surgirão novos céus e nova terra. Há um descortinar nas paginas do Novo Testamento, e Cristo ensina que no mundo teremos aflições, mas que Deus enxugará todas as lagrimas de nossos olhos, pois lá no final das Escrituras inspiradas, encontramos essa promessa maravilhosa: “ E Deus limpará de seus olhos, toda a lagrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor: Porque as primeiras coisas são passadas”(Apocalipse 21:4). Hoje estamos vivendo essas “primeiras coisas”. Estamos dentro dessa esfera existencial.  A criação geme, o mundo foi afetado pela maldição do pecado, estamos nessa condição até a morte.  Paulo sempre pregou sobre o regozijo no Senhor (Filipenses 4:4) mesmo tendo essa experiência de alegria, Paulo passou por duras aflições, e ele mesmo declarou “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Filipenses 1:23). Essa era a perspectiva de Paulo. Ele tinha uma definição correta e real das coisas.  Era um fato! A vida cristã era uma primavera, mas estava afetada pelas tempestades do século presente, por isso ele declarava que o viver era Cristo e o morrer era ganho (Filipenses 1:21). Havia no santo apostolo uma percepção real da vida regenerada num corpo corruptível.  Paulo escreveu sobre o assunto com detalhes em I Coríntios 15. A comunhão com Deus e a vida regenerada nos concede recolher a doçura do maná celeste num deserto caustico que é apenas uma passagem para a terra prometida. A jornada, a peregrinação não é uma viagem muito confortável, mas a chegada, as promessas da vida vindoura serão de tal modo tão cheia de glórias, que o nosso padecimento momentâneo nesse mundo será apenas um fogo que purifica mais o coração, para que estejamos preparados para as maravilhas que nossos olhos contemplarão. Isso significa padecer os restos das aflições de Cristo, para desfrutar das doçuras eternas com Ele. Hoje passamos pelas noites escuras da aflição, a madrugada da dor parece não passar, as nuvens tempestuosas das tribulações escondem a luz do meio dia da vida, mas aos santos é dada essa promessa: “E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpadas nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre”(Apocalipse 22:4)  Durante a segunda guerra mundial, um judeu chamado de Viktor Frankl sobreviveu as duras provações dos  campos de extermínios nazistas.  Sua história contada no livro “Um Sentido para a Vida” é extraordinária. As experiências narradas no livro são surpreendentes, porque elas não partiram  de alguém que tinha uma cosmovisão cristã. Frankl conta como muitas pessoas conseguem sair dos mais extremos sofrimentos e conseguem suportar as mais terríveis provas sob condição de dor e angustia. Na dimensão da fé cristã,  as aflições devem agir de modo peculiar, pois que temos o fiel Consolador e a bendita esperança de que o sol da justiça brilhará quando a madrugada escura das aflições passar. Devemos sim, aceitar aquilo que é a vontade de Deus, e lutar contra tudo o que não é a sua vontade. Sabemos que Cristo não tardará (Hebreus 10:37) e quando Ele vir, então as cadeias do sofrimento serão rompidas, os grilhões das aflições do mundo presente serão despedaçados. “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde esperamos também o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Filipenses 3:20 e 21)

O Sofrer é um doce perfume na alma consagrada a Cristo

C. J. Jacinto

Clavio J. Jacinto


Livreto gratis : Humildade na Biblia. J. W. Byers


Este livreto está disponivel traduzido sem correção para o portugues, Humildade na Biblia é um pequeno classico sobre a virtude da humildade. Se voce quiser baixar o documento traduzido, é só acessar o 4shared no seguinte link:

https://www.4shared.com/office/EFXZ0w3Ica/Humildade_na_Bblia.html

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O Ensino Adventista e Russelita Sobre a Vida Após a Morte-Antony Hoekema-Portugues

 Fiz uso do Google tradutor para traduzir um documento apologético abordando o tema da controverso do sono e aniquilacionismo defendido pelos Testemunhas de Jeová e pelos adventistas. Antony Hoekema foi um teólogo reformado que escreveu bons livros sobre diversos assuntos. A tradução ficou sem correção, apenas transformei o documento em Pdf e arquivei no 4shared para posterior, você pode baixar esse documento acessando:

https://www.4shared.com/office/1pBCoYOzei/Ensinamentos_dos_Adventistas_e.html
pp. 158-59

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Conhecimento Espiritual - Watchman Nee

Conhecimento Espiritual - Watchman Nee

O Caminho Seguro da Fé

 Nenhuma experiencia espiritual pode ter valor a parte das escrituras, enquanto que um cristão anda pela fé e pela observância piedosa  dos ensinos bíblicos quando ele permanece no solo sagrado dos 66 livros da bíblia, sua alma permanece em lugar sólido e seguro, quando ele trilha pelo subjetivismo dos sinais e maravilhas, ele corre por campos minados e regiões de areia movediça.

Clavio J. Jacinto

terça-feira, 13 de junho de 2017

A Benção do Evangelho


Se em angustias o pobre homem vai...
...Pela vida  pensa ser feliz
A alma ferida e prisioneira
Breve calabouço de soluços e desfalece

Como a folha desprendida na dor
Segue incerto ao precipício sem luz
Que sentido teve a vida, quando ela já passou
Quando o pó vem abraçar a ânsia vazia?

Busca ainda hoje, pobre alma
Aquela vida que só Cristo pode dar
Compartilha a ti mesmo essa esperança
Pela benção do evangelho.

Clavio J. Jacinto

Segredo da Vida Feliz

A felicidade possui um único e verdadeiro caminho: Crer em Cristo para a eterna salvação, aceita-lo como luz pra atravessar a vida com todas as certezas diante de ti, e obedecer a Ele para garantir um eterno consolo quando a jornada terrena terminar

Clavio J. Jacinto

A Vida Interior e a Santa Habitação


A vida cristã em uma plenitude de abundancia espiritual é um fato na vida do cristão na medida em que a habitação do Espirito de Cristo no seu interior é uma realidade. O Consolador faz morada eterna no homem interior do cristão regenerado. O novo nascimento é a criação de um novo homem feito em Deus, verdadeira justiça e santidade. Isso é uma obra divina no coração do homem outrora condenado em seus pecados. Não se trata de um esforço humano, alcançada através de regras e observâncias cerimoniais e legalistas. Não há mérito humano no resultado da regeneração. Essa é uma obra divina no coração humano. O caminho da transformação espiritual vem pela fé na obra de Cristo e não a confiança em nossas próprias obras. Todo o principio espiritual verdadeira parte da obra que Cristo realizou na cruz do Calvário. Não um esforço humano, mas a vida derramada de Cristo na cruz, é que concede as bençãos necessárias para que possamos experimentar as doçuras da vida transformada. Quando Cristo foi sepultado, o Espirito Consolador operou na morte del, ressuscitando-o dos mortos. Essa vivificação ocorreu com o poder do Espirito Santo no Senhor Jesus que repousava na tumba. Teria que ser assim, pois Cristo estava sujeito as leis da expiação dentro da esfera humana. Ele humilhou-se até o ultimo grau da servidão da criação. Mas a ressurreição veio, e Cristo ressuscitou. Logo após a ressurreição e a ascensão de Cristo, o Espirito Consolador desceu novamente no dia de Pentecostes. O Espirito de Cristo veio, desde o cenáculo para fazer habitação no interior do Crente. Cristo na servidão da carne, viveu a vida na esfera exterior de todas as coisas criadas, mas após sua ressurreição, habita no interior do coração do homem transformado. Isso é uma obra divina, só a nova criatura em Cristo pode experimentar isso pela fé.   Cristo habitando em nós, é a plenitude da existência em nós. É através dessa vida de ressurreição que podemos andar em novidade de vida. é Cristo no homem interior que o fortalece para vencer as aflições da vida presente. Isso é plenitude espiritual, cristo em vós a esperança d glória. Tal realidade porém pode ficar obscurecida na nossa compreensão, se deixarmos de dar valor absoluto para tudo o que Cristo na cruz, para x=colocar a nossa confiança em nossos próprios méritos.

Clavio J. Jacinto

Uma Cosmovisão Cristã da Morte do Cristão

                         

Durante muitos anos, eu ouvi muitos testemunhos de cristãos que testemunharam com alegria que “Deus tinha fechado a sepultura para eles” outros ainda “profetizaram” do livramento da morte. Esse espírito secular sempre me incomodou.  Porque lendo as escrituras, entendia que de alguma forma, a morte para o cristão era uma bem aventurança (Apocalipse 14:13) e que preciosa é aos olhos do Senhor a morte de seus santos (Salmos 116:15) então porque toda essa celebração á vida terrena sem qualquer afeto a vida celestial? Confesso que isso me incomodou sempre.  A morte na visão da maioria dos cristãos que conheci na minha jornada espiritual, era um monstro a ser evitado a todo custo.  E quando recebiam mensagens místicas de que “Deus os tinha livrado da morte” tais pessoas se alegravam e testemunhavam dessa benção do livramento da morte.  As escrituras ensinam que quer vivamos ou morramos, somos do Senhor. Esse apego a vida terrena de modo a ver a morte como um livramento do céu e uma negação pratica de que “estar com Cristo é bem melhor” isso me perturbou durante anos. Até que li o livro dos Mártires de John Fox e outros escritos sobre os mártires da fé cristã e percebi que os que amaram cristo de verdade, “ não amaram as suas vidas até a morte” (Apocalipse 12:11). Creio que muitos amam a própria vida e não a Cristo. A experiência do novo nascimento ou do nascimento do alto, deve dar a ao cristão uma esperança real de vida eterna. Sem essa experiência de novo nascimento, o que o pecador vai experimentar é uma religião tipo “seguro de vida” ou melhor, “seguro contra a morte”. Nesse caso a motivação da religião é viver muito  para si mesmo nessa vida. Nessa perspectiva o viver não pode ser Cristo, se o morrer não poderá ser  lucro.(Filipenses 1:21) Eu li um pequeno artigo de Thomas Watson, um puritano não conformista que viveu no período de 1620 – 1686.  Watson foi um homem piedoso, eu também li a biografia de Robert Murray M’Cheyne, ele viveu uma vida curta (1813 a 1843) mas deixou um grande legado de sermões e uma vida de piedade que influenciou todas as gerações posteriores de cristãos. Através da vida de M’cheyne, que o Senhor recolheu em tenra idade, aprendi que mais importante do que viver muito nesse mundo, é viver a cumprir a nossa missão cristã, e consagrar-se completamente a Cristo durante toda a jornada da vida, não importa a duração. E lendo um artigo de Watson, eu resolvi traduzi-lo, adaptando ao contexto da nossa época. Segue o artigo de Thomas Watson abaixo:


Nove males do mundo que a morte destrói na vida do verdadeiro cristão
(Thomas Watson, "O Desejo do Santo de estar com Cristo)

Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor
(Filipenses 1:23)

É o desejo de um verdadeiro santo sair deste  mundo perverso, "eu desejo partir". O que um homem perverso teme - que um homem piedoso espera! O mundano deseja viver neste mundo presente para sempre; Ele não conhece nenhum outro lar, a não ser essa Terra – ele não conhece o lar celeste. Um homem perverso não sai deste mundo - mas ele é arrastado para fora dele!

Mas uma alma animada e enobrecida com um princípio de graça, olha o mundo como um deserto onde existem tantas  serpentes ardentes, e ele deseja sair deste deserto!

O pássaro deseja sair da gaiola, embora seja feita de ouro. Assim também, os santos de Deus se consideraram presos no corpo e desejam sair dessa  prisão. "Oh, se eu tivesse  asas como uma pomba, eu poderia voar para longe e estar em repouso!" (Salmo 55: 6).

Não é de admirar que um verdadeiro santo seja tão sério para se afastar deste mundo presente - se considerarmos a morte benéfica para um filho de Deus. A morte põe fim a todos os seus males mundanos e egoístas! Em particular, existem nove males que a morte vai aniquilar na vida de um homem santo e salvo.

1. A morte vai acabar com a natureza pecaminosa  de um crente.

2. A morte vai acabar com as tentações que um crente enfrenta nesse mundo.

3. A morte vai por fim a todas as angustias do crente.

4. A morte secará os lagrimas de um crente.

5. A morte vai acabar com os problemas seculares  de um crente.

6. A morte põe fim a todas as preocupações  do crente.

7. A morte vai acabar com todas as nossas imperfeições naturais.

8. A morte acabará com as imperfeições e as limitações da vida presente.

9. A morte vai acabar com o peso do cansaço de nossa peregrinação.

Embora a morte tenha um cálice de conteúdo  amargo, há uma suave doçura no fundo. A morte é a melhor amiga do crente; Pois por esse caminho, o salvo vai de encontro a Cristo, o que é muito melhor. "Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor “ (Filipenses 1:23)

O artigo de Thomas Watson foi extraído de:
https://www.gracegems.org/PURITAN/Christ's%20Comfort%20for%20Weary%20Pilgrims2.html



Clavio J. Jacinto


segunda-feira, 12 de junho de 2017

A Babilônia de 17 e 18 de Apocalipse



As descrições da Grande Babilônia de Apocalipse 17 e 18 são fantásticas, elas sugerem um sistema que cativa para enganar. Aqui está uma marca distinta do grande enganador, sendo que a grande babilônia tem a sua matriz no próprio satanás, é por si mesmo um sistema corrupto que não apresenta qualquer perigo visível aos olhos mundanos, sejam eles de cristãos ou não. Todo o processo de engano é oculto. O livro de Apocalipse apresentam duas  revelações distintas, em suas paginas encontramos a glória e a santidade de Cristo em sua plenitude, o poder de Deus é apresentado de forma colossal. Por outro lado encontramos também as profundezas de satanás, a malignidade e o engano em suas expressões mais extremas. A identidade da antiga serpente é desvelada: O diabo engana todo mundo. Toda a arte do engano pode ser observada dentro de Apocalipse 17 e 18. Todo o desempenho do engano pode ser visto nas suas dimensões mais profundas. Há algo terrível do engano babilônico, ela cativa e cega até mesmo o profundo do coração humano. Assim uma mistura de coisas certas e erradas, todo o aparato de coisas boas e comercio, religião e esoterismo estão dentro desse sistema.
 A babilônia de Apocalipse é completamente anticristã, não significa que ela será oposta a religião ou sistemas que se aderem a ela. Ela será contra o cristianismo bíblico. Há uma particularidade da Grande babilônia descrita por Benjamin Newton, descrita no livreto “O Sistema Babilônico - A supremacia do comercio” que se encaixa perfeitamente na cristandade atual, principalmente de origem carismática-pentecostal.

Em Apocalipse 17:6 João ficou admirado ao ver esse sistema, a grande babilônia. A palavra grega traduzida por admiração aqui é “thauma” e significa uma admiração por espanto. Essa é a reação do cristão bíblico. Ele se espanta com o sistema que surge no cenário mundial. A babilônia antiga era uma cidade, depois de destruída ela tornou-se um sistema. Assim como Jezabel era uma mulher maligna e depois se tornou um sistema maligno de falsos profetas ou ainda como Balaão, o profeta mercenário misterioso que depois se tornou um sistema doutrinário como observamos em Apocalipse 2:14 e 20. Há um discernimento no coração do cristão bíblico, e ele olha e vê que o cenário onde se assenta o sistema babilônico causa espanto admirável. Ele vê as pessoas hipnotizadas, manipuladas. O cenário é lindo, encantador, as oportunidades e as riquezas amortecem o senso moral do mundo, a feitiçaria e o engano são tentáculos invisíveis, as algemas não são vistas pela percepção comum. O que a Babilônia oferece é um encantamento, e as pessoas, mesmo aquelas que parecem ser tão piedosas, mas não são essencialmente bíblicas e regeneradas, ficam atônitas e hipnotizadas por esses encantos maravilhosos. Há uma série de coisas preciosas com simbologias sacramentais como azeite, vinho, ungüentos, incensos e ovelhas dentro da babilônia. Uma cegueira religiosa é bem mais terrível do que a incredulidade. Os inimigos mais ferrenhos de Cristo foram pessoas estritamente religiosas.  Eram zelosos, apegados a letra da lei, porem foram opostos a mensagem de Cristo. O Salvador bendito denunciou que eles eram como sepulcros caiados, mantinham uma aparência externa, porem um interior corrompido. Assim também uma falta de discernimento compromete toda a visão daqueles que olham para o atual cenário religioso. Muitos presenciam desvios morais e escândalos, apostasia e as mais devastadoras heresias, sem, contudo reagir com espanto. Não conseguem ouvir a voz do bom pastor que diz. “Sai dela povo meu, para que não sejas participante de seus pecados” (Apocalipse 18:4)

Não sabemos se de fato será construída uma babilônia literal no vale de Sinear, uma interpretação literal das escrituras nos leva a isso, porém a babilônia como um sistema é uma realidade hoje.  Entendemos que a força propulsora, a mão que forja o sistema babilônica é a avareza. A idolatria pelo dinheiro. Que as riquezas e o poder sempre cativaram o coração humano, não há duvida disso. Mas que uma ênfase apaixonada pela prosperidade pé a alma do negocio babilônico, não temos qualquer duvida. Seu centro gira em torno de duas coisas, a prosperidade e o amor ao dinheiro, a idolatria materialista e o êxtase místico. Sim, o materialismo místico.  Há uma abundância de delicias que a babilônia promove (Apocalipse 18:3), mas também nos é revelado que  todas as nações foram enganadas por suas feitiçarias (Apocalipse 18:23). Uma mistura de prosperidade promovendo  idolatria ao dinheiro, e um misticismo ocultista será comum na sociedade que dará a luz a esse sistema vil e abominável. É exatamente isso que vimos hoje! Uma promoção de hedonismo do humanismo e a ênfase a experiências ocultistas e espiritualistas somado a isso, um amor ao dinheiro. O tema recorrente será prosperidade, dinheiro, riquezas, e isso promoverão a vida regalada, a luxuria, o egoísmo, a simonia etc. Essa característica não somente é predominante na sociedade secular moderna, como também dentro da cristandade.  Numa sociedade tecnológica onde a informação corre a velocidade da luz, muitos pregadores usaram da tecnologia para promoverem um evangelho materialista, usando do comercio religioso, uma mensagem que mistura cristianismo, metafísica, ocultismo, espiritualismo. Em pouco tempo toda a cristandade ocidental foi tomada por uma nova onda de ideais puramente especulativos, terrenos e materialistas, culminando em novas doutrinas como o reconstrucionismo cristão e o “Reino Agora”.

Hoje, a grande ênfase é sobre o dinheiro, o amor ao dinheiro, a idolatria ao materialismo infectou a cristandade atual. Essa é a cultura do consumismo desenfreado. Estamos vivendo uma prosperidade no mundo ocidental como nunca.  As instituições religiosas cresceram muito e com esse crescimento a demanda de dinheiro promovem os escândalos e os desvios morais mais vergonhosos. A religião mercenária é idolatra e o dinheiro é a divindade de seus ministros. Essa é uma característica distinta da Babilônia de Apocalipse 17 e 18, e parece ser uma força maior dentro das instituições da cristandade do que em quaisquer outros setores da sociedade ocidental. Na mistura do comercio com a falsa piedade, as estruturas se corrompem por dentro. Uma das coisas mais difíceis de controlar são os instintos pecadores do homem, avareza, sensualidade, orgulho etc. Tudo isso é promovido por uma sociedade consumista e idolatra ao dinheiro. O sistema babilônio parece agora ganhar corpo, e será uma realidade dominante em nossa cultura, e a maior parte da cristandade está dentro dela, sorvendo das suas idéias, tradições, costumes e praticas. O espetáculo religioso promovido é cativante, essa mistura mística materialista embriaga e contagia. Não é por menos que o clamor aos filhos de Deus verdadeiros é que saiam dela. Porque esse clamor? Porque muito da cristandade foi engolido por esse sistema religioso mercenário.
A grande Babilônia não tem suas raízes da religião, mas sugará as religiões para o seu sistema, e para isso, com certeza usará o esoterismo, pois que o ocultismo, como já vimos faz parte de sua estrutura comercial e espiritual. Benjamin Newton comenta: !O sistema babilônico não será um sistema eclesiástico, mas será distintamente secular. Os sistemas eclesiásticos poderão ser arrastados para suas fileiras, como acontecerá com todo o sistema que não for guiado pelo Espirito de Jesus. Do mesmo modo, todo aquele que não estiver disposto a sair ‘a Ele fora do arraial levando o seu vitupério’ não será livrado da sua influencia.” A babilônia como mistério terá uma influencia universal, como já vimos a sua atração será consumista e espiritual, ela terá um poder de atração tão grande que sugará todos a si. Podemos imaginar isso dentro de uma sociedade avançada tecnológica e cientificamente, onde toda a sorte de parafernálias são criadas para entreter as pessoas e dar novas experiencias sensoriais, psicologias e espirituais. Hoje a pratica de certas coisas como “sexo virtual” já é uma realidade.
Por outro lado, as riquezas adquiridas de modo fácil só pode ser possível quando toda a sociedade prospera e ganha dinheiro fácil. O Sistema babilônico precisa funcionar de forma cíclica, as pessoas ganham muito dinheiro para poder adquirir comprando o que a mídia oferece. Todo o aparato colorido das novas tecnologias sempre atuam no sentido de manipular a sociedade para fazer que mais e mais todos tornem-se dependentes das coisas boas que sistema babilônico oferece. No âmbito religioso também é assim, O dinheiro fácil possibilita a formação de impérios religiosos, transformando instituições religiosas em empresas multibilionárias para oferecer grandes vantagens a todos, a decadência da cristandade de uma vida puramente peregrina para uma vida extremamente materialista é uma influencia nítida da babilônia de Apocalipse 17 e 18. É dessa maneira que precisamos compreender como funciona esse sistema.
A metafisica que vem após as ideias muitos espiritualistas, como Phineas Quimby e outros escritores, penetraram na igreja principalmente após o surgimento do movimento pentecostal e levou parte da igreja a associar-se com o materialismo. A predominância de uma teologia doentia que leva as pessoas a buscarem bens materiais e se prostrarem diante das riquezas é a  marca da igreja contemporânea, cada vez mais distante de uma teologia bíblica e completamente mistica e espiritualista. Isso é uma influencia clara do sistema idolatra monetário que caracteriza a babilônia misteriosa do Apocalipse. Não é atoa que ouvimos o brado: Sai dela povo meu. Porque os cristãos envolvidos com esse sistema, devem abandona-lo para não recorrerem no mesmo juízo que cairá sobre ela.  Afetadas por esse sistema abominável, uma doença moral chamada orgulho, adoeceu o discernimento de suas vitimas. Então ao invés de rejeitarem todo esse sistema, eles se orgulham, porque o luxo religioso, o poder politico religioso, o status, a fama, o show religioso que impressiona, o incenso, o unguento, o balsamo, o vinho e as almas humanas causam uma atração muito grande sobre seus coração. Eles não desejam sair.  O poder de atração que os impérios religiosos e políticos impõem ao coração humana é muito grande, que a historia comprove esse fato irrefutável!
Que o Senhor ilumine o nosso coração, para não nos associarmos ao sistema babilônico, mas confrontá-lo e rejeita-lo. Devemos ficar no caminho da humildade e na fé cristã autentica, vivendo o evangelho genuíno em perfeita comunhão com nosso Salvador. Aprendendo a estar contentes com aquilo que a providencia divina nos concede.

Amém

Clavio J. Jacinto

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