sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Apostasia e Pragmatismo


Bereanos e Apostatas


Pregação e Testemunho


A REALIDADE DO DEUS CRIADOR

                                                       DEUS, MATÉRIA E ACASO

A fé cristã confrontou o gnosticismo dos primeiros séculos da era da igreja. Os gnósticos acreditavam que a matéria era má, outra filosofia oriental sustenta que a matéria é uma ilusão, o cristianismo por sua vez ensina que a matéria é uma realidade e o pecado também. Assim, entendemos por essa verdade que o mundo esta em desequilíbrio porque foram afetadas pelo pecado. A realidade do poder do pecado afetou a realidade da matéria. A matéria também não pode ser obra do acaso, pois o acaso nunca pode ter a substancia necessária para criar alguma coisa. Uma fruta não vem do nada, ela vem de uma arvore, e uma arvore vem de uma semente, que por sua vez veio de outra fruta que veio de outra arvore. Há uma lei implícita na natureza, a existência de uma coisa nova precede uma coisa já existente, por isso a matéria não é eterna, o atributo de eternidade nunca pode ser aplicado  a criação. Esse é um atributo  exclusivo do Criador(Salmos 90:2). Alguns filósofos questionam de forma circular, se Deus criou a matéria, então quem criou Deus. Essa pergunta é irracional por si mesma, ela não poderia ser feita por uma pessoa inteligente, porque se algo criou Deus, então já não pode ser de maneira alguma uma divindade. O ser eterno é um atributo necessário para a existência do temporal. Se não tivermos noção do temporal, nunca teríamos idéias do que é eterno. As coisas temporais são reflexos ou sombras de uma realidade eterna. A sombra pode passar mas a realidade não. Deus é pura realidade, o mundo e as coisas existem e isso é uma realidade que reflete a realidade eterna, elas tiveram um princípio, porque Genesis 1:1 afirma “No principio criou Deus...” Há um começo que tem como um princípio algo que já tinha em si a eternidade, por isso Deus é o criador do tempo, tal como experimentamos hoje. Só alguém que tem a eternidade pode dar o tempo e conceder a imortalidade, fazer novos Céus e nova terra, conceder a ressurreição e a vida eterna. A matéria não é eterna, ma esta submissa ao poder soberano de Deus (Hebreus 1:1 a 3) Todo o universo está sob o domínio maravilhoso do Criador. Quando Genesis ensina: “Criou Deus” descreve que não há espaço ao acaso. O acaso, se é que existe teria que ser obra de Deus. Mas como a filosofia materialista concebe ao acaso a dinâmica de criar e autonomia de existência, acaba dando a ele atributos de um ser não cognitivo. Uma divindade disforme e cega. Ao contrario, o Criador revelado nas Escrituras é diferente do criador criado pelo materialismo, a Bíblia fala que Deus é pessoal, é o “Pai nosso que está nos céus”. Já o criador chamado acaso, que deve ser chamado por esse titulo “criador”, porque é atribuído ao acaso o poder de fazer com que as coisas surjam do nada, isso implica criar algo, porque de outra forma, como podemos ajustar a realidade de que existe tudo, sem a existência de uma criador pessoal? A outra alternativa,  seria um impessoal, pode-se atribuir a esse “criador” qualquer coisa, acaso, nada, etc., mas na essência continua sendo criador. As únicas alternativas são: ou  é Pessoal ou não é impessoal. Não há como fugir dessas duas alternativas. A filosofia do cristão torna-se mais elevada, superior, porque é mais inteligente crer que coisas maravilhosas foram feitas por um ser inteligente do que afirmar que coisas fantásticas são atribuídas ao acaso. Alem disso, enquanto a crença no acaso submete todas as coisas sob o controle do nada, Genesis 1;1 ao declarar que Deus no princípio fez os céus e a terra, revela que a criação é distinta do Criador. Isso significa que na visão judaico-cristã, o criador é único e distinto das coisas criadas, e por isso mesmo desacredita a crença panteísta.
Sendo Deus o Criador, como o primeiro versículo do primeiro livro da bíblia ensina, Ele é por si mesmo criador e mantenedor das coisas criadas. Apesar das dificuldades teológicas implícitas na teodicéia, ainda assim, sabemos que nossa perspectiva intelectual é limitada pelas condições impostas pela brevidade da vida, o pecado e falta de percepção das realidades espirituais que só podem ser compreendidas dentro da revelação na economia de Deus aplicada a sua criação. Hoje estamos a frente, porque já temos o Novo Testamento, e muitas coisas já foram esclarecidas pela revelação progressiva das Escrituras desde Genesis 1, mas os propósitos de Deus ainda são mais amplos, e alcança tudo o que nossas limitações não podem alcançar. (Veja Apocalipse 21 e 22) Tão magnífico é o plano de Deus, ainda que o pecado tenha afetado suas criaturas, que nos concede uma grande esperança como descrita em passagens como Filipenses 3:21, Romanos 8:23 e I Corintios 15:42.
O cristão sustenta que Deus é pessoal, criador e mantenedor de todas as coisas, que a matéria é distinta do criador, que tudo o que existe é realidade feita por Deus, Ele  é a eterna realidade, o cristão também crê que através de seu Filho, O Verbo que se fez carne, veio a redenção, sim,  confessamos que Cristo veio em carne, tornou-se parte da matéria, para elevar os homens caídos para o caminho da restauração de todas as coisas. Deus existe Ele estava no principio, é o principio e também é ponto central de todas as coisas verdadeiras. Deus é Pai, Criador, realidade intensa, e Cristo mesmo ensinou isso “Ninguem vem ao Pai, a não ser por mim”(João 14:6)



                                              Autor:  Clavio J. Jacinto
                                     (48) 99831-5702
                                 claviojj@gmail.com

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Quatro Características do Salvo


Fé e Paciencia


Amando a Deus...


Rebeldia


Eu insensato corria da fé
A sós em dó de amargura
Na noite terrível escura e fria
Era o pecado, eu quem
O mal sempre perseguia

Eu egoísta sempre abstrato
Da verdade, incauto sempre fugia
E com rancor e ira, tão teimoso
Voraz pobre fome, o erro que perseguia

Nessa fuga louca, tão desmedida
A voz branda, ouvir, eu surdo, não queria
Nas delicias da asquerosa lama eu prazeroso
O fétido odor tão sujo e eu não sentia

Mas de amor tão insistente, fui tocado
Na alma de meu coração fosco e falido
Por Cristo que insistente, de mim nunca desistiu
Me alcançou quando por ELE fui perseguido

Ah doce e esplêndida misericórdia divina
Que fez florescer minha noite em lindo dia
Por teu grande amor insistente, me alcançaste
Injusto, logo eu, que de Ti, nada merecia...


Clavio J. Jacinto.

Felicidade



Gratidão e Vida Espiritual


Espiritualidade e Obediencia


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Filosofias e Vãs Sutilezas.



Os tentáculos invisíveis do espírito do anticristo que atua no mundo e na igreja

Paulo adverte em Colossenses 2:8 sobre filosofias, vãs sutilezas e os rudimentos do mundo. O mundo das ideologias e os tentáculos filosóficos que agem de modo invisível na sociedade para destruir a ortodoxia cristã, minar as bases da moral judaica cristã e preparar o mundo e a igreja apostata para a vinda do anticristo. Filosofia é um conjunto de idéias sobre determinados assuntos relativos a existência humana, rudimentos do mundo, no grego é Stoicheion que significa “regras”. No texto paulino está associado um ao outro, regras filosóficas e suas sutilezas, trabalhando de forma oculta promovendo uma influencia devastadora na sociedade. Todo o cristão que não quer ser iludido pelo grande engano, a terrível decepção que virá sobre o mundo e a igreja, deve desenvolver uma cosmovisão cristã integral. A fé cristã deve ser promovida, os absolutos evangélicos devem ser completos e promovidos em grande escala. O fim está próximo,  batalha pela fé é algo real, onde cada cristão verdadeiro precisa estar engajado.
George Orwell, autor do livro “1984” certa vez disse: “Falar a verdade em época de mentira universal é um ato revolucionário”
Em Romanos 12:1 e 2 Paulo ensina que não devemos nos conformar com esse século, mas renovar a nossa mente. Para que uma renovação da mente seja possível, precisamos entender um pouco das filosofias diabólicas e suas falácias, e como elas estão entrando nas igrejas e como devemos confrontar e cortar esses tentáculos invisíveis.
Talvez a maioria dos cristãos nem sequer ouviram falar sobre algumas dessas filosofias que mencionarei nesse estudo. O produto espiritual está sendo vendido sem rótulos, e tem tido boa aceitação na igreja contemporânea, revestida de uma falsa identidade, ela se passa até por “operação do Espírito santo” uma verdadeira blasfêmia, embora praticada de forma discreta, grande parte dos cristãos modernos estão completamente fora do foco do verdadeiro cristianismo. Idéias devastadoras tem causado estragos profundos na fé de muita gente. Vejamos alguns desses tentáculos ideológicos, essas filosofias malignas e seus rudimentos maléficos. Nancy Pearcey advertiu “ Os cristãos podem ser infectados por cosmovisões seculares em suas crenças e praticas”

O RELATIVISMO MORAL. (Isaias 5:19 e 20)  Esse tentáculo diabólico, invisível e destruidor, é a idéia de que não há absolutos morais. A cultura determina o que é certo e o que é errado. Assim, para os relativistas, não há autoridade maior além da cultura vigente, que determina o que deve ser verdadeiro ou falso. Não a bíblia, mas a cultura. Com essa idéia em voga, a sociedade que jaz no maligno (I João 5:19) fica com a autoridade de definir se algo é bom ou ruim, certo ou errado, moral ou imoral. Portanto é lógico que o que o mundo determina ser certo, isso é o que o que deve prevalecer. Trata-se de solapar a autoridade da igreja que crê que há absolutos morais, que já está determinados pelas escrituras e esses princpios morais são atemporais, mas o relativismo rejeita isso. Os relativistas querem que o mundo caído assuma a responsabilidade moral da civilização. Desse conceito, segue a força que influencia muitos na igreja moderna. A sociedade dita as regras da moda, estilo de vida e comportamento, e a maior parte dos cristãos segue cegamente, com as evasivas mais frouxas e superficiais que se possa imaginar, usando argumentos contrários a Palavra de Deus e negando toda a estrutura ética da revelação progressiva das Escrituras. Um exemplo clássico “Deus só quer o coração” assim nossa geração atual de cristãos, segue a ideologia relativista, e adotam estilos mundanos no vestir, falar e se comportar. Segue a onda do divorcio, erotização das nossas crianças, cultos predominantemente humanistas, religião fundamentada nos princípios de marketing etc. A cultura relativista nega a autoridade das escrituras, e muitos cristãos seguem esse abismo. São nominais revestidos de uma piedade falsa, relativistas na pratica, pois não querem nem ofender a cultura nem portar-se de modo contrario ao mundo, assim segue o curso do mundo, para a própria condenação com o mundo. O relativismo moral é devastador, é antibiblico e anticristão. A sociedade, ou melhor, o mundo não tem capacidade de determinar o que é moralmente correto e o que não é. Ele segue o deus desse século, a sociedade adâmica é o sistema operacional do diabo na nossa era de apostasia. A cristandade perde a guerra, quando deixa de confrontar essa filosofia para amoldar-se a ela. É o que a maioria das igrejas estão fazendo hoje. É um fato infeliz que a maioria dos “ditos” cristãos de hoje, não estão dispostos a aceitar os valores morais bíblicos porque acreditam que são antiquados e desvalidos para nossos dias. Olham para a visão da família tradicional, estilo de vida espiritual simples moldado por princípios conservadores, como algo retrógado. Para não serem infligidos pelos mundanos, para não serem considerados como fanáticos e retrógrados, para não sofrer a reprovação do mundo, a maioria adapta-se ao modus operandi do relativismo moral, é como se fosse servir a Deus e a baal, de fato tem muita gente tentando harmonizar as duas coisas, e é isso o que o relativismo quer fazer, fazer com que o cristão fique em uma solitária pessoal, com o argumento de que a verdade só pode ser tolerada quando a verdade fique reduzida ao nível restritamente pessoal, com doses fortes de tolerância com tudo o que se opõe aos valores absolutos das Escrituras. (Leia João 17:17 com Salmos 119:142)

MAQUIAVELISMO. (Mateus 4:1 a 11)A visão política de Nicolau Maquiavel pode se encaixar muito bem no contexto político da sua época, suas idéias porem ultrapassaram a política e o seu tempo, assim a norma que “O fim justifica os meios” não é menos amedrontadora do que a idéia que “um governo não deve ser amado mas amado, mas temido.” Na visão de Maquiavel, uma guerra pode ser justificada e uma mentira também. Claro que isso funciona bem em táticas políticas e na guerrilha, quando os alemães invadiram a União Soviética na segunda guerra mundial, eles jogavam panfletos aos russos, avisando que Moscou já tinha caído e que deviam se render. Era uma mentira, mas podia ser justificada com fins bélicos, claro, essa era a guerra psicológica por trás da guerra armada. Maquiavelismo portanto significa que algo pode ser justificado para fins “benéficos”. Já ouvi casos de pregadores que faziam simulação teatral de curas e milagres, porque isso despertava a fé do povo, e o resultado seriam “os verdadeiros milagres acontecendo”. Quem sabe aquele pregador que usa táticas de retórica motivacional para impulsionar uma “conversão” ou o uso de técnicas de persuasão manipular e “converter” pessoas. Tudo isso são meios errados que muito usam para justificar resultados que consideram ser a causa do evangelho. Só se for outro evangelho. Já vi pregadores usarem de terrorismo psicológico para converter pessoas a força. O mecanismo da ideologia maquiavélica é usar coisas não autorizadas pela Palavra de Deus para promover a causa do Reino de Deus. Sacrificamos o certo por causa da conveniência e ao invés de combatermos a mentira, acabamos sacrificando a verdade em troca da conveniência.  Em seu livro “Verdade Absoluta” Nancy pearcey aborda muito bem essa questão, afirmando que os cristãos mentem, manipulam e usam de táticas marqueteiras para angariar fundos (Pag 410 a 412) isso é maquiavelismo descarado. As estratégias para angariar fundos e promover a causa do “reino”(?) é mentir, manipular, usar de falsas estatísticas e promover truques de marketing para convencer os outros a doarem dinheiro. Isso é um maquiavelismo descarado, mas como os tentáculos são invisíveis, as coisas ocorrem diante dos olhos da platéia e ninguém consegue perceber isso, porque o produto está sendo vendido sem o rotulo. Na obra de Deus as coisas são transparentes e verdadeiras, de outra forma, já não podem ser a obra de Deus, pois Ele nunca vai concordar com as táticas do homem caído e falido. Não é o fim que justifica os meios, mas a verdade que justifica cada ação. A verdade libertadora do Senhor (João 8:32) A obra de Deus é fazer a Sua vontade, mesmo que isso não alcance as nossas perspectivas, isso não importa, porque toda a verdade cristã deve ser pautada nessa visão: a perspectiva de Deus, e não a nossa. Pregamos o evangelho e vivemos o evangelho, sem evasivas e sem truques, sem técnicas e sem maquiavelismo. (Leia Apocalipse 22:11, I Pedro 1:15 e 3:11, I Corintios 14:40, I Timoteo 3:17 etc)

PRAGMATISMO. (I Samuel 16:1 a 13)Eis mais um tentáculo invisível, que penetrou dentro da cristandade. É a visão voltada para os resultados, e do ético voltada para o estético. Se algo funciona, então e verdadeiro. Não é mais viável questionar táticas, doutrinas, experiências, pois é o resultado que determina se algo é ou não é verdadeiro. A maioria dos cristãos modernos são praticamente pragmáticos.  Recentemente ainda vi como o pragmatismo está enraizado em pessoas que afirmam serem ortodoxas em questões doutrinarias.  Abordando sobre certo tema, insustentável quando se faz uma boa exegese do texto bíblico sobre o assunto, o oponente protestou, porque tinha experimentado algo a respeito, e, portanto a sua experiência determinava se realmente era ou não verdadeiro. A experiência e não a bíblia serviu de autoridade, a experiência tornou-se o critério definitivo sobre o assunto. Isso é pragmatismo. Esse é um problema sério no movimento carismático. O pragmatismo tende a universalizar a verdade, ao invés de definirmos algo como verdadeiro ou falso pela autoridade das Escrituras, usamos resultados e experiências como aferição para determinar a verdade. Talvez nenhuma outra idéia possa corresponder tanto aos interesses do anticristo do que o pragmatismo. Uma vez que o engano e a decepção dos últimos dias serão no campo experimental e nos resultados sustentados por “sinais e maravilhas de mentira” não é de admirar que grande parte do movimento carismático atual renda-se aos pés de um espiritualismo que imita todas as coisas divinas de modo a arrastar irreversivelmente a maioria dos incautos pelos terrenos lamacentos da grande decepção final. O pragmatismo promoverá com muita eficiência o espírito do erro, e arrastará a cristandade para uma apostasia devastadora. (Proverbios 14:12 e 29:5)

HUMANISMO.  (Isaias 64:6 com João 15:5) Desde a queda, o homem tenta colocar-se no centro do universo. Quer a rebelião contra o criador para sustentar uma possível dependência egoísta para dar vazão as suas paixões. O homem é enfermo em questões egoísticas. Quer ser o centro onde tudo mais precisa gravitar. Assim ocorre nas religiões e no mundo. Toda a carga tributaria da vida é que você seja um vencedor. Seja um artista no palco da vida, lá no fundo, cada coração dita s regras, ninguém quer ficar no ultimo lugar. Ao contrario da encarnação de Verbo, que vai tomara  forma de servo, para descer aos degraus mais profundos da humildade, o homem egoísta que subir até as mais altas nuvens e ser interiormente, semelhante ao altíssimo. Não é de admirar que desde muito tempo, a igreja tem cultuado seus lideres como semi-deuses, os cargos funcionais tornaram-se hierárquicos e uma briga se instala no meio das igrejas para alguns tentarem suplantar o seu semelhante  para portarem um titulo pomposo que lhes proporcione honra, aplausos, prestigio, fama e uma serie de “benefícios” e vantagens. Esse é o humanismo disfarçado. Não me admiro que Cristo tenha dado ênfase sobre a regra de negarmos a nós mesmos e tomarmos cada dia a cruz. Na cruz, não há espaço para holofotes, aplausos, a caricatura que muitos fazem de títulos como “apóstolos” hoje em dia, soa ridícula quando comparados com os apóstolos de Cristo. Por outro lado as doutrinas humanistas, que dão toda ênfase ao homem e colocam ele no centro da religião chega a blasfêmia. As musicas humanistas, centradas na necessidade emocional das pessoas, os sermões motivacionais carregados de elementos psicológicos, o estrelismo gospel nada mais é do que a expressão concreta do humanismo dentro das igrejas. O homem é o centro, onde há disputas de poder eclesiástico, nisso vimos o humanismo. Onde o culto torna-se espetáculo para satisfazer as inclinações carnais do homem, essa é uma expressão do humanismo. Onde há luta e disputas para a auto-promoção pessoal pela teatralização de supostos dons carismáticos, a fim de demonstrar que é um ser super-espiritual aí há o humanismo. A igreja moderna cultua suas celebridades, por outro lado, a maioria dos cristãos tem sede de fama, vangloria e aplausos, tudo isso é puro humanismo que contaminou a igreja moderna, veneno mortal, pois o humanismo é a força da rebelião contra Deus. Os sermões motivacionais são basicamente humanistas, as musicas terapêuticas para tratar de egos feridos são humanistas, o estrelismo gospel é humanismo, as filosofias que enaltecem o homem e alimentam o orgulho são humanistas, tudo o que centraliza o homem e o coloca num pedestal elevado, como se fosse o centro de todas as coisas é humanismo, nisso, louvo pela teologia reformada que foi capaz de colocar o homem no lugar certo: um miserável pecador que precisa ser alcançado pela graça de deus e que depende completamente da misericórdia divina.(Romanos 6:23 Tiago 4:14 e Jó 7:7)
NIILISMO. (Galatas 6:17) Esse tentáculo filosófico teve um profeta: Nietsczche. O filosofo alemão e anticristão, que reduziu a visão da vida ao prazer. É verdade que em nossa época ninguém quer sofrer.  Há slogans de igreja moderna, verdadeiros jargões para engodar niilistas;: “Não sofra mais”. Essa é a época do prazer, por isso não se admire que as táticas de muitas igrejas é propaganda para promover a resolução dos problemas do homem.  Não queremos sofrer, queremos o alivio imediato para todos os nossos problemas, físicos ou psicológicos. Essa e a era da fuga do sofrimento, por isso há tantas pessoas envolvidas com drogas e porque também muitas igrejas estão cheias, porque ali encontram uma poderosa válvula de escape para suas dores psicoemocionais. Somos imediatistas, a dor de cabeça pode ser resolvida imediatamente pelo analgésico, a emocional pela musica gospel. Você está na alas do fracasso porque o desemprego bateu na sua porta ou a falência chegou sem avisar, vai à igreja e ouve a musica que você é “um vencedor” e volta aliviado, mesmo que ainda volte desempregado, será que as pessoas não conseguem enxergar os tentáculos do engano nisso? Alem disso, o sofrimento é encarado sempre com conotações negativas e nunca como uma escola de aprendizado moral ou como um ato disciplinar do Senhor. Jesus falou que no mundo teremos aflições (João 16:33) Paulo era um homem sofredor, João na ilha de Patmos sofria o desterro por causa do testemunho, a igreja primitiva sofria a perseguição dos imperadores, Cristo foi levado a cruz como um cordeiro sofredor e ofereceu uma cruz para cada seguidor , isso soa muito radical, a cruz em nossos dias, foi reduzida a um símbolo, mas não a uma experiência,  a igreja moderna divorciou-se da mensagem da cruz. A visão materialista do cristianismo moderno é niilista, não usam o evangelho, usam a metafísica como plataforma doutrinaria e daí se desenvolveu doutrinas errôneas e filosofias materialistas como o movimento Palavra da fé, e a tão desgastada por criticas, a teologia da prosperidade, que ainda é flertada com muita paixão atualmente. Porem o sofrimento é parte integral do evangelho verdadeiro, andar na contramão do mundo e ser santo em uma geração incrédula e perversa é marcar um encontro com o desprezo e com as dificuldades. E quem sabe, num futuro próximo com o próprio martírio, só Deus sabe. A cristandade que promove o triunfalismo pessoal, a prosperidade e a vida boa do prazer e dos cultos carnais, regados a danças e festivais, num verdadeiro ambiente de entretenimento e festa mundana não está preparada espiritualmente para enfrentar uma perseguição, caso seja a vontade de Deus para separar purificara sua igreja de tantas escorias mundanas e sem valor. Além disso, a geração niilista odeia a doutrina e a obediência, a política religiosa desses é “Fale-me tudo o que eu gosto de ouvir e não me incomode com as coisas que eu gosto de fazer” (I Pedro 2:19 I Timoteo 2:3 e 4:5 I Corintios 13:4 e II Timoteo 2:24)

Autor: Clavio J. Jacinto

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Acaso, Consciência e transcendentalidade




A  consciência é uma qualidade da mente, fornece ao homem  possibilidades múltiplas como discernimento, autocosciencia, senciência, sapiência etc. Segundo os evolucionistas é uma obra do acaso. Fruto da evolução desenvolveu-se no homem e nos capacita a sermos diferentes dos animais. Esse ápice da evolução seria obra do acaso, por processos evolutivos, de acordo com os mecanismos da seleção natural, uma força cega interagiu entre material e nada, produzindo complexidades. A consciência seria uma dessas obras esplêndida do acaso acidental proposital. Como a consciência é inerente ao estado mental de uma pessoa, e está associada a experiências profundas de vida. As forças cegas do acaso ou da seleção natural não podem com efeito ser responsáveis pela complexidade da mente, porque o acaso não tem transcendentalidade para isso. Há uma falácia dentro da gestão do acaso. Alguns ateus afirmam que o homem não cria nada, apenas dá forma às coisas criadas. Mas uma nova forma é algo novo, o que transcende uma forma, é a inteligência que pulsa dentro de uma consciência, e não podemos nunca aplicar esse principio ao acaso. Vejamos como um projeto fica completamente falido se tomarmos todos os componentes de um carro, e deixamos num pátio a céu aberto, a fim de que uma força misteriosa impulsionada pelo acaso, dentro de alguns anos ajuste cada peça em seu lugar para que possa formar um automóvel. Isso nunca ocorre. Mas se um ser autoconsciente tiver uma base solida de conhecimento mecânico, pode juntar as peças e organizar os componentes para que surja um carro. O acaso, não pode formar uma consciência inteligente e complexa, porque esta supera muito em prodígios e capacidades uma simples força cega.  Se a seleção natural não pode ter consciência, ela pode seguir uma única direção: acidental. A consciência é transcendente. A mente impulsiona o homem ao discernimento, ou seja leva-nos para muitas direções e múltiplas escolhas com analises profundas. (Jó 12:1 a 3) As escolhas podem ser elevadas, elas transcendendem o natural e nos conduz para os picos da vida espiritual (Salmos 19:14). Aqui entramos no campo da prodigalidade múltipla. A consciência do homem é um milagre divino. Ela forma um amplo espaço, um cosmos interno, onde o homem cria e amplia a própria idéia, formando prodígios, como contos, poesias, musica etc. O acaso não é transcendente, é acidental, atua por uma força cega, limitada pelas circunstâncias impostas pelas limitações do nada. É injusta a acusação dos naturalistas, em afirmar que o mente não cria, apenas organiza novas formas pela material preexistente, porque é exatamente isso que faz a seleção natural com sua força cega: o acaso. A consciência por sua vez se expande para a o que é bom (Atos 23:1) porém, no acaso, tudo o que funciona é amoral. Então como pode a seleção natural produzir a consciência? A superação da consciência e seus mecanismos tendem a transcendência, trata-se de um fenômeno além dos limites do acaso e de um mecanismo fechado e acidental. A consciência é tratável, ela pode ser pura (I Timóteo 3:9), porém não podemos atribuir isso ao relativismo do naturalismo. Como não podemos tratar da consciência de forma tão vulgar como se fosse obra do acaso, pois isso implica ter o acaso, forças transcendentais para criar algo tão magnífico como a consciência e a mente, conclui-se que a consciência é um milagre transcendental. Vai alem do natural. Expande-se para o magnífico, para níveis elevados de sabedoria e ultrapassa todas as barreiras dos limites comuns. A mente é uma fonte descomunal de idéias, e por ela, podemos conhecer a grandeza de um Criador. Anos atrás li a obra de R. R Tolkien, O Senhor dos Anéis, a principio, a analise do épico de Tolkien, seria para fins apologéticos, mais tarde, independente do conteúdo espiritual que parece ter fortes influencias ocultistas, O Senhor dos Anéis mostrou que Tolkien não achou limites para a imaginação. Ultrapassou as fronteiras e criou um mundo imaginário fantástico, aliás, o mais fantástico que conheço. A força da mente gera esses prodígios, o homem é capaz de criar um mundo interno, e isso torna-se expressivo na arte e na literatura, a poesia, a pintura, contos historias.  Isso pode ser observável de forma clara quando lemos Os Irmãos Karamazov de Dotoievski ou na ilustre obra de Saint Exupery: “O Pequeno Príncipe” ou ainda na fantástica obra de John Bunyan: “O Peregrino”. O Ser consciente expande-se na existência, e contorna a vida com o imaginário e através dele, transmite verdades profundas com eficácia de transformação que vai muito além de uma obra do acaso. A consciência é base sobre a qual a arte repousa, um jardim onde floresce a beleza da criatividade humana, e muito mais além, é espaço sagrado em que repousa os méritos do espírito transformado “E haverá estabilidade nos teus tempos, abundancia de salvação, sabedoria e conhecimento, e o temor do Senhor será o seu tesouro”(Isaías 33:6) É incompatível ao acaso criar algo que possa expandir-se de forma tão imensa e intensa como a  criatividade humana. Aqui se estabelece o cerne do existencialismo real, a consciência não é um produto genético do acaso, mas um espelho que reflete realidades espirituais, e por isso mesmo a crença em Deus é universal, própria do homem, enraizada no seu ser, não porque isso seria uma tendência natural, mas pelo contrario, é plenamente espiritual.
É verdade que de alguma forma, há um desequilíbrio na consciência do homem, isso se explica pelo fato das Escrituras incentivarem uma restauração (I Timóteo 4:12 e Hebreus 10:22) de certa forma, sob o efeito do mal e do pecado, ela torna-se corrompida (Tito 1:15 e 16, Genesis 6:5, Atos 7:14, Romanos 1:19 e 20 etc) Mesmo assim isso indica, que nessa condição, a mente ainda é extremamente prodigiosa. Acredito q               eu forças espirituais desencadearam uma rebelião contra a humanidade, descrita de forma clara em Genesis 3 e confirmada em Apocalipse 12:9. Mesmo assim, diante de todas essas revoluções opostas aos planos de Deus, o homem segue distinto, porque possui tendências espirituais. A transcendência da sua fé, a inclinação para o sagrado, ganha forma na vida cristã. Nós temos um espaço sagrado na consciência, e através desse fato, as implicações na vida são reais. Não um mero produto do acaso manipulando genes, a senda da psicologia evolutiva é um pântano de subjetividades, uma mar de areia movediça onde todo o sentido real afunda-se numa vida marginal sem sentido concreto. O acaso é um caminho de abismo abstrato, e é para onde nossa sociedade está sendo arrastada, se a imagem de Deus for eliminada da nossa consciência, então a tendência de que somos um acidente simplesmente chegará no seu auge: a ruína da humanidade. É cômico e trágico, mas se somos obra de um acaso, de meros acidentes naturais, por fim chegaremos realmente ao resultado de um acidente: a destruição. Mas se de fato. Cremos que a consciência é o espaço onde nasce a fé e cresce de forma a ampliar-se para toda a existência influenciando toda a nossa maneira de viver (Veja Romanos 10:10) se cremos que a consciência é o campo fértil, onde a palavra de Deus germina e cresce, então nascerá dentro de nós aquele jardim que perdemos fora de nós, com a queda.
A consciência é um grito que não pode ser sufocado, um testemunho interno que não pode ser ignorado, isso coloca em risco a própria existência do homem, criado a imagem de Deus (Romanos 2:15). Nunca podemos secularizar a consciência ao modo de classificá-la como um fenômeno biológico. O cérebro não é só uma massa biológica. Ele é expansivo, criativo, ascende ao nível elevado da arte e da inspiração. E metafísico e penetra num universo mais profundo, o universo da inspiração, dos sentimentos, dos ideais e da espiritualidade. Penetra no mistério da divindade, quando a alma encontra a redenção em Cristo ela experimenta a unidade com Deus (I Coríntios 6:17) Há uma forma mais elevada e mais concreta de perceber e compreender as coisas, tomamos como exemplo,o amor. O amor não é uma reação química, é um sentimento de transformação pessoal. É uma virtude de poder duradouro, é uma força que pode sustentar a justiça. Não é um fenômeno psicológico, porque o amor se expande em ações e perpetua-se além do temporal. Também podemos falar da inspiração, há um lado romântico da vida, a lógica da inspiração não pode ser direcionada ao acaso, porque a inspiração eleva o homem para a transcendência do que é mais sagrado. Virtudes não são meros produtos aleatórios de reações químicas, são agentes de transformação que conecta fatos, experiências e realidade. Criado a imagem e semelhança de um Deus pessoal, o homem torna-se humano, uma pessoa, não um produto genético do acaso, mas um ser dotado de sensibilidade e consciência. Essa consciência quando tem luz espiritual pura, produz a beleza das palavras que moldam a profundidade da importância da vida do homem, encerra-se dentro do Sermão da Montanha, o Divino e o Sagrado, nessa pureza de conhecimento que transmitiu Cristo em seus ensinos. O sermão da montanha não é produto de uma reação química no cérebro de um homem, é a fruto de um nível elevado de sabedoria, o dom perfeito que vem do alto(Tiago 1:17) não é o efeito de colapsos aleatórios produzidos pela mente biológica.  Desejo citar  Nancy Pearcey, em seu magnífico livro “Verdade Absoluta”  ela escreveu: “ A doutrina bíblica da imagem de Deus proporciona base solida para a dignidade humana e a liberdade moral, base esta que é compatível com o testemunho vivo da experiência humana. Diferente dos psicólogo evolutivos, os cristãos vivem coerentemente com base em sua cosmovisão, porque ela se ajusta ao mundo real”
Na visão cristã, a consciência está alinhada ao espírito (Veja Romanos 9:1) somos a imagem de Deus, desde o homem interior, essa imagem pode ficar danificada exteriormente, por causa da queda e de nossas ações pecaminosas. Ela porem não perde suas características inerentes na consciência. O acaso cego com seus acidentes evolutivos não pode alinhar a conectividade da mente espiritual com uma verdadeira realidade. Se o acaso transmuta reações químicas em pseudo realidades, o materialismo acaba cedendo terreno para uma metafísica desconexa, para um misticismo obscuro, torna-se uma religião do nada que por fim leva o sentido da existência humana para um absoluto nada. A existência torna-se para o materialismo uma abundância de coisas sem sentido, esse é o misticismo do nada. Não é de admirar que sendo céticos, acabam cedendo espaço para desenvolver uma religiosidade  secular, que entroniza a razão e canoniza as reações químicas no cérebro humano. A nossa mente, ou nosso coração deve ter essa consciência iluminada pela esperança verdadeira, a fé cristã nos remete a isso “Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude, para a inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo”(Colossenses 2:2)






 Clavio J. Jacinto

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Chaves Para o Discernimento Espiritual.



Há uma necessidade urgente em nossos dias de discernimento espiritual. Testar os espíritos e ensinos e todas as ações de procedência sobrenatural, hoje em dia é fundamental, em  II Reis 3:8 a 12, Salomão precisava de um discernimento espiritual para discernir o bem e o mal, o cristão hoje precisa de discernimento para distinguir a sã doutrina do engano espiritual. Precisamos ter o Espírito de Cristo (I Coríntios 2:14 com Romanos 8:9).  Para que tenhamos discernimento precisamos ser espirituais e não naturais, precisamos ser regenerados e íntimos da palavra e em comunhão substancial com Cristo para que a nossa visão seja ampla e tenhamos a possibilidade de ver a realidade das coisas espirituais. Cristo mesmo afirmou “Conhecereis  verdade e a verdade vos libertará”(João 8:32) no grego a palavra traduzida por verdade é “alateia” que também significa realidade. Por isso mesmo, conhecer a verdade das Escrituras é conhecer a realidade das coisas espirituais.
Há uma série de princípios que podem ser aplicados na área do discernimento, e quero deixar aqui, o que eu considero mais relevante. No final, teremos um conjunto de regras bíblicas que podem servir de para um eficiente discernimento espiritual.

Primeiro: Em I João 4:1 e 6 temos o teste dos espíritos, aquele que não confessa que Cristo o Verbo de Deus veio em carne, aqueles que negam a encarnação de Cristo, que se tornou cem por cento humano, mas que é o mistério de Deus feito carne (II Timóteo 3:16) é um espírito do erro, possui as marcas de um espírito anticristão. Associe a isso outra norma descrita em Gálatas 1:6 a 8) pois ali também Paulo fala da possibilidade de anjos descerem pregando outro evangelho, deve ser rejeitado, é anátema. Tudo o que confronta que é oposto, que diminui ou que subtrai a mensagem da salvação e da encarnação, é de procedência maligna. Não importa o quão maravilhosa possa ser tal mensagem. É um espírito do erro que está atuando. Ainda que pronuncie versículos bíblicos, ainda que promova uma boa moral, ainda que faça prognósticos corretos a respeito de circunstâncias futuras ou secretas, sociais e pessoais, deve ser rejeitado.
Segundo: Tome cuidado com o pragmatismo, Bruce Bickel prefaciando o livro “Crer e Observar) adverte: “Vivemos numa era pragmática. Não perguntamos mais:isso é verdadeiro? Ao contrario, perguntamos: isso funciona? A ênfase num experimentalismo pragmático promoveu uma confusão que se infiltrou na igreja”. Essa é a Era do sentimentalismo, da experiência mística, do sobrenatural ao nível pessoal. Esse fenômeno tem sido um vasto terreno lamacento, um oceano de areias movediças onde muitos afundam para não mais retornarem. A experiência mística, religiosa e sobrenatural sempre acaba por falar mais alto do que as Escrituras, esse tem sido um fator determinante na escolha entre ficar somente com a bíblia ou ficar com a experiência. Quase sempre, até onde me lembro, a experiência tem vencido, e a bíblia rejeitada e ignorada em todos os casos que tenho observado ao longo de mais de vinte anos. (Leia Deuteronomio 13:1 a 4)
Terceiro: Nunca se engane com as aparências, porque Cristo mesmo advertiu sobre as aparências falsas. Os falsos profetas se revestem de pele de cordeiro. Por isso mesmo, devemos entender isso em uma linguagem do contexto da nossa época. Eles vem com linguagem bíblica, com diplomas teológicos, apresentam-se como ministros de justiça, podem mostrar características de um bom teólogo, possuem boa arte de retórica, podem apresentar sinais e maravilhas, vestirem-se de forma adequada, serem populares, podem possuir um brilho facial e uma retórica apaixonada, e serem lobos. Mais uma vez quero advertir que praticamente é raro pessoas com esse discernimento. Geralmente, a maioria esmagadora dos crentes que conheci  durante toda a minha vida, aceitaram todos esses aspectos como sinais de um verdadeiro ministro, porém é fato bíblico que assim como o diabo se transfigura em anjo de luz, seus ministros se transfiguram em ministros de justiça. A maior parte das vitimas do engano, só serão de fato, presas pelos tentáculos dos falsos profetas, quando entregaram sua confiança a esses lobos devoradores, que ganharam a plena confiança de seus ouvintes. (Leia Mateus 7:15)
Quarto: Como o engano funciona em estágios, precisamos entender como é esse mecanismo. Um espírito enganador pode enganar diretamente, pode enganar por intermédio de um falso pregador e um falso pregador pode também enganar usando artimanhas naturais, para sustentar seu orgulho ou sua cegueira espiritual. De qualquer forma, a ênfase nunca é cristocentrica, devemos sempre desconfiar. (Veja I Corintios 2:1 a 4)as vezes, de forma discreta, alguns fazem uma abordagem de Cristo, porém é uma abordagem que sustenta uma falsa cristologia. Aqui está algo interessante. Um falso pregador quer buscar honra para si mesmo, ele quer gravitar em torno da plataforma de seu próprio ego. Ele precisa de pessoas crédulas para financiar seus projetos, por isso ele usará de todas as artimanhas e técnicas disponíveis para conseguir manter-se à custa de seus financiadores.  Observe bem isso. Pois um pregador orgulhoso, egocêntrico, interesseiro, manipulador que trabalha encima das conveniências pessoais, é um lobo. Quando alguém pensa mais em si mesmo do que em Cristo, quando refere-se mais a si mesmo do que aos outros, ele tem sinais claros de ser um falso profeta. (Leia Atos 20:29 com João 7:18)
Quinto: Um pregador que não sabe dividir corretamente a Palavra de Deus, que não sustenta uma boa exegese e não respeita princípios hermenêuticos, não está apto para pregar e explicar as Escrituras. Lembre-se se disso, pois é fundamental que um bom cristão seja alimentado espiritualmente por bons pregadores. Uma igreja saudável vai ser formada por pregadores aptos e que sejam conservadores e ortodoxos na doutrina. Aplicar mal as escrituras é usar do mesmo artifício do diabo por ocasião da tentação de Cristo. Ali ele usou as Escrituras, para tentar convencer Cristo a praticar o erro. (Mateus 4:1 a 11) Lembre-se que heresias de perdição só surgem da má interpretação do texto sagrado, e a biblia adverte que  nos últimos tempos surgiriam doutores espirituais com essas características malignas. Se você não escolhe uma boa igreja, onde os seus pregadores estejam dentro das exigências de II Timóteo 2:15, você não está dentro das exigências das Escrituras. É fato comprovado que a maior parte dos pregadores que conheci, fazem pregações falsas, porque lêem um texto das Escrituras e depois constroem todo um argumento de opiniões pessoais encima do texto. Outro fator comum é citar versículos isolados para construir todo um novo paradigma encima do texto, ignorando o contexto e construindo idéias encima de textos arrancado de seu contexto e isolados completamente, para “provar” uma interpretação particular. As Escrituras não são de particular interpretação, por isso mesmo nunca pode estar fora da dimensão da inspiração total, cada tema e cada passagem precisa se encaixar no perfeito propósito da revelação divina. (Leia II Timoteo 2:15 co  Apocalipse 22:18)
Sexto: Atente para os métodos empregados. Falsos profetas e falsos pregadores usam métodos mundanos e técnicas hipnóticas, de retórica e de manipulação. Esses são os artistas religiosos que conseguem hipnotizar a platéia, controlar por meios sutis, usar de manipulação emocional e usar técnicas de boa retórica e persuasão. Eu conheci alguém particularmente que foi formado em marketing, e que testemunhou que fazia as pessoas irem ao “delírio espiritual” através de sua arte de “pregar” quais os meios que ele usava? As técnicas que aprendeu em seu curso de marketing e propaganda. Pregação não é isso.  Veja o que Paulo diz sobre isso em I Corintios 2:1 a 4.
Sétimo: O modo como um pregador aborda dinheiro e riquezas e vida boa, determina seu caráter. Isso é muito importante para nossos dias. A abordagem do dinheiro nas Escrituras seguem o fim justo da ajuda mutua, o repartir com quem não tem (Veja I Timoteo 6:17 a 21) Atente para quem constrói impérios pessoais e visa o lucro exorbitante as custas da religião. Isso não é evangelho.  Atente para a vida dos apóstolos de Cristo, como era o estilo de vidas deles, e o próprio Cristo. Os ministros de Cristo possuem o mesmo espírito de Cristo(Romanos 8:9) então o verdadeiro evangelho nunca promove benefícios financeiros e nem aborda a questão da fama, aplausos etc. Não há um palco e holofotes para um verdadeiro cristão aqui nessa vida, dos verdadeiros cristãos, o mundo nunca será digno. Cristo não nos chama para viver um show, ele nos chama para carregar uma cruz. Não há um palco, há um calvário e um Céu. O cristão é chamado  ser luz para revelar as más obras dos ímpios, ainda que esses sejam ímpios cristianizados. Você nunca ouvirá os falsos profetas contemporâneos  pregando contra a ganância, avareza e proclamando que  nunca devemos ajuntar tesouros nesse mundo, e de que devemos viver de forma humilde. (Leia  Mateus 6:19 e 20, Lucas 12:15 Colossenses 3:15 Proverbios 21:13 Habacuque 2:9 e Eclesiates 5:13)
Oitavo: A questão das mensagens pronunciadas também revela o caráter de um pregador. Observe com que freqüência temas como arrependimento de pecados, inferno, punição, juízo final e outros temas dessa natureza teológica são mencionados. Observe se há uma anunciação de temas cuja a causa maior seja o temor a Deus e a sua majestade, se não há uma forte ênfase ao céu e ao inferno, se não há também uma ênfase sobre o desprendimento da vida materialista. Se um pregador só faz abordagens de temas suaves e de benefícios pessoais seus e do ouvinte, se trata de questões materiais com muita ênfase e não toca em assuntos espirituais, então, te aconselho: fuja de tal pregador. Todo o Novo Testamento dá uma abordagem clara de que não devemos ser materialistas, e também faz serias advertências sobre a questão do destino eterno dos ímpios e falsos cristãos. Quando um pregador não trata com tenacidade a questão de pecado e a santidade de Deus, algo está seriamente errado. Uma leitura cuidadosa do Novo Testamento, capacita qualquer um a ver a discrepância que existe entre os temas abordados em suas paginas com as pregações modernas. A maioria das mensagens contemporâneas é puramente subjetiva e distante da revelação do Novo Testamento. É importante salientar, falsos pregadores produzirão falsos convertidos e falsos convertidos financiam falsos evangelhos. Todos perecerão, por serem anátemas aos olhos de Deus. (Veja Hebreus 4:12 com Galatas 1:6 a 8)
Nono: Um falso profeta ou um falso pregador, não denuncia com freqüência outros enganadores, quando o assunto é a apologética. Podem brigar por questão de reputação pessoal, dinheiro e espaço midiático, mas não por questões doutrinarias. Quando você encontrar alguém que classifica todos pregadores midiáticos como profetas divinos, você está lidando com alguém vitima de uma grande decepção dos últimos dias. Quando alguém acha que toda essa confusão que vimos em nossa nação, é  um “mover do Espirito Santo” você esta lidando com alguém sem nenhum discernimento espiritual. Quando alguém pensa que tudo o que possui algum brilho espiritual tem origem celestial, então ai temos alguém sem discernimento.  Falsos pregadores não tem o cuidado devido com questões apologéticas, porque esse não é seu interesse. Aliás, nunca está interessado no destino eterno das pessoas, está interessado em si mesmo e nos benefícios pessoais. Basta um pouco de bom senso para perceber que Cristo denunciou com tenacidade, o erro doutrinário e os falsos religiosos, advertiu sobre os falsos profetas e Paulo escreveu com freqüência para corrigir e denunciar heresias(Leia: Oseias 14:9)
Décimo: Falsos pregadores e falsos profetas amenizam a seriedade do pecado (Veja Jeremias 23:17) eles não tratam desse assunto. A abordagem que fazem sobre os temas mais profundos das Escrituras é completamente superficial.  A cruz, a redenção, a natureza do pecado e a condenação eterna são temas abordados de forma supérflua e omissa. Pois isso não torna ninguém religiosamente popular. Porem, onde isso não é abordado com freqüência, com temor e seriedade, o evangelho completo não está sendo nem anunciado e muito menos defendido.(Leia Judas 1:4)
Décimo primeiro: Onde o estudo da bíblia de forma expositiva, sistemática com uma abordagem integral de todos os assuntos não faz parte do programa espiritual da comunidade, ali teremos pessoas que serão fortes candidatos ao engano espiritual dos últimos dias. A sã doutrina é o alimento solido que firma o cristão no caminho da verdade (Veja Hebreus 5:13 e 14) O diabo não está preocupado com cristãos que não desejam uma compreensão profunda das Escrituras. Sua vantagem é exatamente trabalhar com quem tem um entendimento superficial, pois um religioso enganado está debaixo de um jugo mai difícil de se livrar do que um incrédulo. Aquele que está sendo enganado por um falso evangelho, não está disposto a admitir que está errado, justamente porque ele está ancorado em experiências promovidas por espíritos enganadores. Ele se alicerça na crendice de que tendo boas e agradáveis experiências ou sendo testemunha de coisas extraordinárias, então isso é uma prova irrefutável de que a sua fé é verdadeira. Eis porque satanás investe tanto em experiências. Pode ser incrível! Mas o fogo estranho é mais aceitável hoje em dia do que a água refrescante da palavra, Jesus nunca disse: venha a mim e se inflame ele disse:  “Quem tem sede venha a mim e beba” (João 7:37)

Décimo segundo: Nunca seja traído por seus sentimentos comuns. Cuidado com as personagens carismáticas. Tenha cuidado com os que se acham “superespírituais”, tome cuidado com as aparências. Satanás usa o belo e o atraente para iludir. Quando Jesus foi levado ao monte da tentação, Satanás não mostrou a ele o lago de fogo, mas os reinos desse mundo e a glória deles, algo atraente e não obscuro (Mateus 4:8). Quando observou que Cristo estava com fome, sugeriu que as pedras se transformassem em pães, não em perolas, porque a necessidade do momento era a fome.
Sinais e maravilhas hoje em dia, é um campo minado. A bíblia, está sendo negligenciada, não somente nos púlpitos, mas também na vida pessoal. São poucos os cristãos envolvidos num estudo amplo e profundo da palavra de Deus, e quanto mais fraco for o conhecimento verdadeiro das Escrituras, mais frágil será o discernimento espiritual de tal pessoa. A palavra de Deus é viva e Eficaz (Hebreus 4:12) porem seu efeito de eficácia só é real quando lemos, conhecemos, interpretamos corretamente e aplicamos em todas as áreas da nossa vida( II Timóteo 3:16 e 17)


Autor: Clavio J. Jacinto

Permanecer em Cristo


Providencia


domingo, 5 de novembro de 2017

A BENDITA ESPERANÇA

                                                   
                                                       A BENDITA ESPERANÇA
Ficai também  vós pois apercebidos, porque a hora em que não cuidais, o Filho do homem virá. (Lucas 12:40)
A escatologia é um tema emocionante e controverso, atrai nossa atenção e desafia nossa imaginação. Uns creem fielmente na bíblia e outros buscam especulações para achar respostas que a bíblia não dá.  A questão da marcação de datas é uma delas. A bíblia não diz quando Cristo voltará. Marcação de datas tem sido um problema para a escatologia especulativa, e tem causado decepções em diversos lugares. Cristo nos dá algumas orientações sobre esse assunto, e devemos ocupar nosso coração com o ensino que Ele nos dá e orientar toda a nossa esperança escatológica. Vejamos;
Primeiro: “Ficai também vós apercebidos” Percepção requer atenção, exige discernimento e certeza de coração. Não podemos esperar o que é incerto. Nutrindo uma certeza teremos possibilidade de desenvolver uma atenção continua sobre a volta de Cristo, e não cairemos nos erros e nem mesmo seremos vítimas do falso profetismo dos últimos dias. Pois surgirão falsos cristos e falsos profetas para enganar a muitos. Um grande engano surgirá antes da vinda de Cristo, por isso nossa atenção precisa ser voltada para a bíblia, para as doutrinas ortodoxas, para a sã doutrina. Será os últimos dias marcados por falsas revelações e muitas ações sobrenaturais, o espiritualismo prevalecerá para enganar o mundo e os crentes superficiais, por isso, aqueles que não procuram  uma igreja bíblica, que pregue as doutrinas fundamentais, que esteja comprometida com a sã doutrina e que esteja comprometida em pregar a bíblia e aceitar incondicionalmente a bíblia como autoridade fina e definitiva, correrão o risco de serm enganados, e certamente serão se permanecerem nessa condição. A maneira mais segura para ficar apercebido é estar associado á uma igreja bíblia fiel ao Senhor Jesus que ainda vive por fé e não está envolvida com o lamaçal espiritualista que sinalizará os nossos dias como profetizou Paulo em I Timóteo 4:1
Segundo: “porque a hora em que não cuidais” sim o cuidado, a atenção, o viver atencioso e de forma consciente, percebendo o tempo em que vivemos. Cristo virá naquele momento em que o mundo estará embriagado pelo pecado, estará anestesiado pela iniquidade. Virá num momento em que poucos estarão atentos para olhar para o alto. A maioria estará olhando para a lama, poucos estarão olhando para as nuvens.  As palavras de Jesus são claras, será um momento rápido, um lapso, um abrir e piscar de olhos, mas num momento em que os olhos de quase todos estão voltados para algo terrível ou maravilhoso, os ouvidos estarão ouvindo coisas tremendas, mas tudo terá um objetivo, despistar os olhos e os ouvidos, para que a maioria dos cristãos não fiquem percebidos, então Ele virá como um ladrão, sem avisar e sem que a maioria esteja preparado, pois faltou um ingrediente básico para esperar a chegada do noivo: a prudência, é você um cristão prudente e cuidadoso?

Terceiro: “O Filho do homem virá” isso não é uma teoria religiosa, o descrédito dos incrédulos não mudará esse fato, o ceticismo acadêmico nunca mudará essa verdade, a incredulidade dos ímpios não muda os fundamentos dessa realidade. O Filho do homem voltará, triunfante, cheio de glória, para buscar os redimidos . É o fim da civilização tal qual vimos agora, é o fim de um sistema democrático, onde repousa a civilização ocidental, é o fim da incredulidade sistematizada, os que não creram em Cristo como salvador, crerão no anticristo como um ditador. Os que não creram em Cristo para a salvação, receberão a marca da besta para condenação. É o fim de uma esperança, porque ela é removida com a igreja. O Filho do homem virá, então o sobrenatural do engano prevalecerá com toda a força, ao ponto de receber adoração do mais cético dos homens, não amaram a verdade, então agora Deus mandará a operação do erro, para que creiam na mentira. Todo aquele que rejeita a verdade absoluta do evangelho, abre as portas para as mentiras do diabo. Cada rejeição ao evangelho é um ato de boas vindas aos espíritos enganadores.
“Filhinhos, agora pois permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda”( I João 2:28)


Clavio J. Jacinto

Porque Deus não é uma ilusão




 Poderíamos afirmar que Deus existe pelo fato da fé cristã existir, pois a fé cristã existe por causa de Cristo. São causas paralelas, opostas aos pensamentos racionalistas de profetas niilistas como Friederich Nietsczche. Há um desígnio na existência humana, cada ser humano é dotado de suas próprias complexidades. A vida é um milagre, mas a fé é um milagre ainda maior. A fé cristã é a escada da ascensão para o ideal do homem bom, porque o fim da vida espiritual no conceito do verdadeiro cristianismo é o “eicone” de Cristo, (Romanos 8:29)ser feito a sua imagem e semelhança, como na criação original, onde o homem foi feito a imagem de Deus. Não falamos sobre fraqueza, a moral cristã faz um homem forte, o fracasso do cristianismo não é sua mensagem, são os não praticantes. A religião cristã não é uma muleta psicológica, pois dentro  dela, confere-se fundamentos pelos quais se estruturaram a civilização ocidental. Se dentre os professos existiram os homens malignos, isso foi por causa da pura ficção religiosa. A pratica do verdadeiro cristianismo produz verdadeiros santos e homens nobres. O seguir a Cristo pode ser subjetivo, é o caso de Judas Iscariotes, mas a pratica das virtudes de Cristo é objetivo, o homem tem uma direção a tomar. Não é ser fraco, é ser forte no caráter, mas a fortaleza das virtudes não se encontra fora da humildade e da mansidão. A pratica do perdão é celeste e a da vingança terrestre, uma libera a felicidade e a outra a tristeza. Deus não é uma ilusão, porque a causa de tudo precisa de uma causa maior. Assim como o nada é um absoluto que impossibilita a existência de qualquer coisa, a existência de tudo se dá por uma causa maior: Deus. Cristo revelou Deus na sua essência. A magnitude do universo e  sua imensidão ordenada e magnífica mostra a grandeza infinita de Deus. A  revelação de uma magnitude infinita não pode se dar, a não ser através de uma entrada humilde ao seio da humanidade, por isso o verbo se fez carne (João 1:1 e Apocalipse 19:13). A nossa fração é muito mínima para conter a visão da imensidão de Deus. Não estamos aptos a pisar nem nossos pés no espaço de sua criação, somos quase prisioneiros em um ínfimo planeta, os milhões de anos luz nos impedem de tocar no conhecimento da própria criação exterior, o universo, imagine conhecer o criador de todas as coisas. Essa finitude peculiar ao homem comum, que vive apenas algumas décadas sobre esse planeta é demasiadamente imediata, comparada com a totalidade do tempo e a extensão da criação. Nesse caso, o silencio deveria ser o fruto do mistério, a contemplação a consequência das maravilhas do universo. Mas o homem condicionado aos limites da sua própria existência e preso as circunstâncias afirma que Deus não existe. Diante do desígnio da vida e dos atributos do universo, isso é inaceitável, o homem que não conhece todos os mistérios do cosmos, que não pode tocar em cada estrela e vasculhar cada milímetro do universo, não pode chegar a tal conclusão. Mas os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos (Salmos 19:1 e 2) porem a inteligência iluminada pela razão mais pura, consegue ver um desígnio nas coisas criadas, pode ver o obvio dentro desse imenso espetáculo que é a criação. A brevidade da vida terrena é um labirinto extremo, criado pelo egoísmo de nossas complexidades rebeldes, a saída é o alto.  Deus existe, é a causa maior de todas as coisas. Existe e é responsável pela causa de todas as coisas verdadeiras e boas.  É impossível  enxergar o desígnio, cavando frestas entre nosso orgulho, e levar nossos pensamentos para navegar no acaso sem rumo, como se a sorte e o azar fossem partes de um universo fechado jogando a vida humana para uma direção sem certezas.  Há uma razão mais elevada na existência, há propósitos e projetos, eles podem ser observados numa cosmovisão cristã, a verdadeira mensagem cristã, dá dignidade ao homem, o mandamento acima de todos os mandamentos é amar ao próximo com uma intensidade de compaixão fervorosa que é aceso pela paixão mais  imediata à Deus(Mateus 22:37) Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, alma e pensamento e o mandamento semelhante a este é amar ao próximo. Que direção elevada! Que sentimento mais nobre! Que dignidade ao ser humano! Foi Cristo quem ensinou isso, essa não é uma direção que conduz a fraqueza, é a fortaleza do caráter humano. Deus existe negar sua existência é apenas uma filosofia alternativa para os que desejam tomar uma direção sem bussola, um destino sem luz. A incredulidade é um mergulho na imensidão obscura do próprio ser, Deus não é uma ilusão, a ilusão está em outra direção, oposta a fé, e a ilusão de um acaso cego, que por consequência cega a todos que vivem asfixiados pela vida sem um sentido espiritual. “Olhai para mim e sede salvos, vós todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro”(Isaias 45:22)

Clavio J. Jacinto

sábado, 4 de novembro de 2017

A NECESSIDADE DE VIVER UM CRISTIANISMO INTEGRAL

                           A NECESSIDADE DE VIVER UM CRISTIANISMO INTEGRAL

Leitura: Daniel 1:1 a 3,6,8, 2:27 e 28 e 3:16 e 17

I-                    Daniel e seus amigos são um exemplo de fé integral. São fieis dentro do contexto cultural e fora dele também. Arrancados de sua pátria, vão ser fieis na babilônia.
Não viviam uma religião privada, não tinham uma vida espiritual fragmentada, mas total. A babilônia na sua totalidade foi a plataforma onde Daniel e seus amigos viveram a fé em Deus e aplicaram toda cosmovisão religiosa em cada circunstancia de sua vidas.
Lição aplicada. Devemos ser cristãos de forma integral, na escola, no trabalho, em qualquer lugar. Assim como Daniel não tinha uma religião restrita á Judá, mas aplicou a sua fé no contexto cultural da babilônia, nós também não devemos restringir a nossa fé á igreja, quatro paredes ou ao circulo familiar. Jesus ensinou esse princípio quando ensinou sobre a candeia acesa. Ela não pode ser colocada debaixo do alqueire, mas deve ser colocada em um lugar alto para iluminar a todos a sua volta (Mateus 5:14 e 15)

II-                  Muitas vezes traçamos limites para viver a vida cristã. Achamos que não devemos misturar as coisas. Elaboramos um serie de compartimentos onde devemos viver ou não de forma aplicada, a vida cristã. O que acontece? Desenvolvemos uma hipocrisia. Achamos que devemos se comportar bem na igreja, se vestir de modo decente na igreja, devemos ter temor e praticar a santidade na igreja, fora dela,  queremos aplicar outro estilo de vida, outro comportamento etc. Isso é errado, o cristianismo integral nos convoca a sermos santos e regenerados em qualquer lugar e em qualquer circunstâncias. Toda a nossa vida deve ser estar debaixo da influencia do Espírito Santo.

Lição aplicada. Uns afirmam que igreja é igreja, negocio é negocio. Mas se nossos negócios não estiverem sob a influencia da moral judaica-cristã, que tipo de testemunho iremos dar ao mundo? A construção de um caráter hipócrita é sustentado por dois pesos e duas medidas. A igreja e a família são  plataformas onde aprendemos a sermos  santos. As lições são aprendidas na igreja, mas as lições são feitas lá no mundo.  Aprendemos os princípios nas reuniões cristãos, mas esses princípios precisam ser praticados lá no mundo.
III-                Daniel e seus amigos, não desenvolveram uma duplicidade de caráter. Eles não viveram uma religião por compartimentos divisórios. Na vida privada, em casa e em locais privados, praticariam a fé, a oração, as atividades espirituais não estavam restrita a compartimentos vivenciais. Eles não procastinaram ou viveram uma inércia espiritual dentro da sociedade pagã da Babilônia. Lembre-se que era uma fé de risco e desafios, mas assim mesmo viveram uma fé integral. Deus honrou a fidelidade deles.
Lição aplicada. Não devemos ter vergonha de defender a moral judaico cristã entre nossos amigos, nunca devemos ter vergonha de orar em publico, testemunhar da nossa fé em meio aos céticos e incrédulos, nunca devemos ter vergonha de se vestir com decência em meio a uma sociedade ironizada, nunca devemos ter medo de falar  a verdade em meio a uma sociedade de mentiras universais. (Leia Filipenses 2:15 e Romanos 12:1 e 2)

IV-               Daniel e seus amigos não viveram uma vida monástica. Eles não construíram um monastério na babilônia e privaram-se da sociedade decadente e pagã. Viveram uma vida de “regime aberto” eram cartas que poderiam ser lidas aos olhos alheios. A mensagem deles era clara pelo estilo de vida que viviam e pela fé que sustentavam. Eles não construíram fortalezas para obstruir o contato com o mundo lá fora.  Há uma lição na luz, ela consegue iluminar a lama sem ser manchado por ela. A vida santa percorre o mundo sem ser contaminado pelo mundo. A luz da glória do evangelho só pode iluminar quem se encontra no escuro, quando sairmos de nosso esconderijo, dos compartimentos que criamos para viver a vida de forma monástica, isolada e anônima.

Lição aplicada. Devemos ser proclamar a fé, devemos ser cartas vivas, devemos testemunhar de Cristo, devemos ser portadores da glória do evangelho, devemos ser um farol em meioa tempestade da confusão religiosa de nossos dias, devemos ser um referencial em questões de fé e moral. Deus será glorificado através da nossa vida. (Leia Atos 1:8, I Pedro 3:15 e Mateus 9:11 e 12)

Frase para meditar: “Para um homem que vive para Deus, nada é secular, tudo é sagrado”(Charles Spurgeon”


Autor: Clavio J. Jacinto

A ALMA DA APOSTASIA


terça-feira, 31 de outubro de 2017

JESUS É O ARCANJO MIGUEL?



As Escrituras ensinam que Cristo é o mediador entre Deus e os homens, Ele Cristo homem (I Timóteo 2:5) Cristo assumiu a natureza humana como o Verbo (grego: logos) que se fez carne (João 1:1) nesses dois trechos vemos claramente que Cristo é 100% divino e por confessarmos que Cristo veio em carne, cremos que Ele é 100% humano. Esse é o ensino harmonioso da revelação divina. Cristo não pode ser o arcanjo Miguel, porque Ele, Cristo é o Senhor, Nunca se atribui um titulo de soberania absoluta para uma criatura, mas as Escrituras testificam que Cristo é Senhor dos  vivos e dos mortos(Romanos 14:9) ou seja, Ele tem as chaves da morte e do inferno(Apocalipse 1:18) e vencedor sobre o império da morte (Hebreus 2:14). O arcanjo Miguel é uma criatura (Colossenses 2:16 e 17) enquanto que a respeito de Cristo, está escrito que “Todas as coisas foram feitas por Ele”(João 1:2) Se todas as coisas foram feitas por Ele, então jamais pode ser um arcanjo, justamente porque em nenhuma parte do Novo Testamento encontramos o ensino de que Ele assumiu a natureza de um anjo, nem mesmo atribui-se a Ele o titulo mencionado. Entende-se que o arcanjo Miguel veio a existência através de Cristo, como Paulo testifica “Nele foram criada todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades, tudo foi criado por ele e para ele”(Colossenses 1:16) Não há como concluir de outra maneira. Cristo é criador e o arcanjo Miguel é criatura, O Verbo eterno se fez carne, mas nunca é dito que de alguma forma se fez arcanjo.  Alem disso, lemos que Ele, o Senhor, é adorado pelos anjos (Hebreus 1:6 e Apocalipse 5:11 a 13) atribui se a Miguel o titulo de príncipe (Daniel 10:13) mas a Cristo o titulo soberano de Rei dos reis e Senhor dos Senhores(Apocalipse 17:14 e 19:16) A bíblia também testifica que Cristo é Deus bendito para sempre (Romanos 9:5) 
 As Escrituras testificam que Cristo é o mediador "Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus homem"(I Timóteo 2:5) aqui vimos a humanidade de Cristo, o Verbo que se fez carne, não arcanjo, e por isso mesmo ele é mediador entre Deus e os homens e não entre Deus e os anjos. A bíblia também testifica que Ele foi achado em forma de homem (Filipenses 2:8) e nunca em forma de arcanjo. “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas;glória, pois, a ele eternamente, amém”(Romanos 11:36)


Clavio Juvenal Jacinto

Esperança Renovada


Vigiai!


Dificuldades e Afliçoes


Amor ao Proximo


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O PERIGO DO ESPIRITUALISMO CRISTÃO

Há um grande problema hoje na cristandade. A invasão do espiritualismo, a crença de que podemos ouvir vozes do mundo sobrenatural e sermos orientadas por elas. Quase sempre nas Escrituras, quando anjos se manifestaram, foram manifestações visíveis e não invisíveis. As raras exceções tinha alguém presente com um alto nível de discernimento, como na voz de Deus no Batismo de Cristo e na transfiguração, e mesmo nesses dois casos, não foi uma voz interior, mas exterior, e todos os presentes ouviram. No espiritualismo, o contato é psicológico ou mental, telepatia, locuções interiores, channelling (canalização), nos casos mais extremos, manifestação exteriores, materializações etc. A complexidade do tema envolve uma gama de experiências espiritualistas, desde a voz da intuição até supostos contatos mentais com seres de outros planetas, tudo envolve uma fenomenologia espiritualista muito vasta. Se não existir um critério para provar toda essa vastidão de experiências e fenômenos, estaremos submergindo num verdadeiro oceano de contradições, enganos e confusão espiritual.  O problema é mais sério do que podemos imaginar.  
Vozes interiores, locuções internas, contatos com seres dimensionais, o espiritualismo está cheio dessas experiências, na maioria delas, subjetivas e confusas.  Há variações no campo da experiência mística espiritualista. Os xamãs fazem suas viagens espirituais libertando a alma do corpo e irão manter assim, contato com um universo de espíritos, já os médiuns evocam os espíritos e em estado de transe tornam-se os canais ou instrumentos de supostos espíritos desencarnados.  Há uma variação muito grande de contatos, desde encontros complexos com seres de outras dimensões, experimentados em evocações, experiências de quase morte, mediunidade, canalização, até ataques sinistros com supostos alienígenas que seqüestram suas  vitimas e colocam implantes  em humanos. É muito diversificada a experiência mística e espiritualista. Os mais simples, parecem menos inofensivos, porem não menos perigosos, vozes interiores como atribuídos a hierarquia celestial, são comuns no catolicismo romano, desde muito tempo, e parece que o movimento pentecostal carismático faz apologia a mesma experiência. Há pouco tempo vi um líder dizer que”Deus Falou com ele” a experiência era uma simples voz intuitiva, tão comum entre os adeptos da nova era. Alias, ao abordamos a temática da nova era, encontramos muitas pessoas com experiências místicas de natureza mediúnica, psicografia, psicofonica, canalização, há médiuns que afirmam ter contato com seres intraterrestres, extraterrestres e intra-oceânicas. De qualquer forma, experiências com fenômenos de luz, êxtases, vozes interiores, locuções interiores e exteriores, é um fenômeno muito comum no espiritualismo dentro das religiões, e no esoterismo, dentro do catolicismo, há até mesmo alguns que afirma manter contato com as almas do purgatório. O mundo sobrenatural é uma realidade, pode ser negado por céticos e ignorado por incrédulos, mas os registros e os testemunhos apontam para  experiências verdadeiras, mesmo que em alguns casos, haja falsificações, truques e distúrbios psicológicos.
Receber mensagens de espíritos, ouvir vozes paranormais, receber revelações do além, é uma parte essencial do ocultismo e do espiritualismo.  Na verdade é a base fundamental de uma suposta certeza, a experiência espiritual é o cerne da crença espiritualista em suas diversas formas. Assim em vimos que aquele que experimenta algo sobrenatural, estabelece a sua cosmovisão espiritual pela experiência que recebe. Vimos isso por exemplo em quem experimentou visões, teve contato com seres de luz, entidades interdimensionais ou espirituais, experimentou um êxtase ou algo similar. As pessoas se agarram a isso, e a experiência determina a sua crença e suas convicções. Primeiro, porque ela vive algo pessoal, experimentada pelos seus sentidos, depois acaba por sentir-se importante, o ego lança uma armadilha, a pessoa acredita ser muito espiritual, santa, escolhida, especial etc. Esse é o grande perigo, a grande armadilha do espiritualismo., são as luzes coloridas, os sentimentos agradáveis e os êxtases, as aparições fantásticas, os fenômenos e os milagres, sinais e maravilhas,tudo isso  são apenas iscas, para atrair os incautos. Atraídos e engodados por um egocentrismo, a vitima cai na armadilha do diabo e torna-se fantoche do mundo sobrenatural e espíritos enganadores. Nosso mundo é vasto teatro espiritual de falsas encenações. Por trás da cortina desse palco, há algo sinistro. Precisamos estar atentos a isso. Podemos olhar e ver como existe uma gama de experiências em todas as partes,  inclusive dentro da cristandade. Muitos crêem piamente que a verdade deve ser determinada de forma pragmática, a visão utilitarista das coisas espirituais é um desvio para a destruição espiritual.  A maioria das pessoas que conheço pensam que pelo fato de alguém profetizar e se cumprir ou de adivinhar certas coisas isso é uma prova irrefutável de que é de procedência divina, da mesma maneira, os sentimentos agradáveis ou vocês suaves e fenômenos distintos, como locuções exteriores (vozes externas) materializações de luzes, aromas, e coisas fantásticas, então procedem de Deus, e não devem ser questionadas. A verdade é que na nova era, no catolicismo romano, no espiritismo, no ocultismo e no espiritualismo de um modo geral, estão cheio de testemunhos de pessoas que tiveram experiências espirituais magníficas, doces, suaves e agradáveis. A teosofista Alice Bailey tinha contato com um suposto “mestre ascensionado” chamado de Djwhal Khul que “profetizou” vários acontecimentos que vieram a se cumprir posteriormente. Esses acertos não podem provar que tal entidade espiritual seja de fato benigna.  George Pember, erudito cristão, profundo conhecedor do espiritualismo, afirmou em “As Eras Mais Primitivas da Terra” que o enganador mistura verdades com mentiras, para seduzir a humanidade. A critério,  sabemos que de Deus vem toda a dádiva e todo o dom perfeito (Tiago 1:7).  Não há mistura de engano no sistema perfeito da revelação de Deus. Isso é uma verdade fundamental. Falhas doutrinarias estruturais em profecias, locuções interiores ou exteriores e ou em qualquer tipo de experiências místicas, comprometem todo o sistema da verdade, devem ser completamente rejeitados.
Nunca podemos concordar que as vozes ouvidas com freqüências no misticismo procedam de Deus ou de anjos benditos, ela são contrarias a Palavra revelada, contradizem a Palavra e um ensino contradiz com outro quando comparados em movimentos diferentes. A diversidade pode produzir uma síntese, como fazem os adeptos da Nova Era, colocando todas as crenças antagônicas em um mesmo caldeirão de sincretismo, porém os absolutos perdem-se num abismo de relativismo. Dentro do movimento carismático, falando das infinitas experiências pessoais,  com que ouvimos alguém afirmar “Deus falou comigo” com tanta freqüência, é um engano, é confuso e contraditório no seu âmbito universal, a mística é um campo minado, é um campo aberto para o engano. A única certeza que temos é a Palavra de Deus e ainda precisamos entender outra questão mais complexa, a palavra de Deus traduzida de forma correta, ou seja, apresentada por uma boa versão das Escrituras. Esse princípio também é aplicável quanto ao aparecimento de anjos, tente pesquisar sobre o caso de um anjo Chamado Emma que apareceu a Bob Jones no começo da década de 1980 e agora envolvendo o ministério de Todd Bentley.
Toda a mensagem proveniente do mundo espiritual é extra-biblica, sendo fora da bíblia, se for de acordo com o que está escrito, é um acréscimo desnecessário, se for uma nova revelação, torna-se um acréscimo e automaticamente é uma adição ao texto revelado. Note que estamos tratando de algo de grande importância, e precisamos usar de um critério muito sensato para não cairmos no erro de que a Escrituras não são uma revelação perfeita sobre assuntos espirituais. Quando os limites do “sola scriptura” são ultrapassados, coisas terríveis passam a acontecer no âmbito espiritual. A igreja moderna, imersa no carismatismo é uma prova irrefutável da seriedade dessa questão.
A palavra de Deus por sua vez, tem a revelação perfeita e completa (Galatas 1:6 a 8 com I Pedro 1:3 e II Timoteo 3:16 e 17) Não vamos encontrar imperfeições na revelação do novo testamento. A memorável confusão hoje no espiritualismo e nas religiões místicas, levaram o Senhor a padronizar seus absolutos na Palavra Escrita e deu aos homens piedosos a chave do discernimento espiritual : o teste dos espíritos e conectado a palavra revelada, constitui-se a bussola segura para não cairmos no engano (I João 4:1 a 11 com Gálatas 1:6 a 8)
O modo de Deus falar hoje é através de sua Palavra escrita, Deus tem seus meios para se comunicar com seu povo de acordo com o contexto dispensacional (Hebreus 1:3) nessa era o justo vive pela fé (Romanos 1:17) e não pela experiência. A palavra é verdadeira e segura (João 17:17) por isso mesmo isenta de erros, é totalmente correta . Eu creio em milagres, e que Deus pode agir em determinadas circunstâncias de forma especial, mas isso é raro hoje em dia. Não é a regra, é a exceção.  A voz de Deus está na sua Palavra escrita, Cristo estabelece essa norma, no seu uso comum, em assuntos sobrenaturais como vimos em Mateus 4:4 e o contexto imediato. A palavra de Deus é objetiva, as experiências místicas tem sido esmagadoramente subjetivas ambíguas e contraditórias mesmo dentro da cristandade. A forma como vimos à palavra pregada de forma expositiva cumprir sua meta como a “voz segura de Deus” pode ser perceptível de forma eficiente nas pregações dos homens cheios do Espírito Santo. Há uma fonte inesgotável de sabedoria e a voz de Deus se expande em significados pelos seus pregadores e expositores, e isso ocorre de forma não contraditória com o que é revelado, porque Deus age pelo seu Espírito a fim de que a verdade revelada se estabeleça de forma maravilhosa diante de seus filhos. Percebemos isso quando lemos “Estudos no Sermão do Monte” de Martin Lloyd Jones ou os comentários expositivos de Matthew Henry. Portanto o caminho seguro é a Palavra revelada e não as experiências místicas. A firmeza de uma igreja está no seu compromisso com as Escrituras, e sempre que a bíblia é colocada em segundo plano, a subjetividade leva a igreja para a apostasia. Quanto mais bíblico é um cristão, mais solido será os fundamentos doutrinários da sua cosmovisão cristã. A visão bíblica da iluminação espiritual é um conhecimento das Escrituras e não de experiências subjetivas (Salmo 119:105) Sim o mandamento é lâmpada (Provérbios  6:23) a Palavra de Deus fornece luz espiritual (Salmo 119:130) isso é oposto ao espiritualismo que busca a iluminação por experiências e fenômenos sobrenaturais a nível pessoal. Assim também o espiritualismo busca seguir as vozes e as entidades espirituais, e não a Palavra de Deus. Notemos por exemplo que nessa questão, Paulo fala sobre a batalha espiritual, ela envolve entidades múltiplas que enganam e lutam contra a verdade revelada em Efésios 6:10 a 18, mas a única arma defensiva que ele apresenta contra as hordas espirituais do engano e a Palavra de Deus.(Efésios 6:17) Nisso vimos a importância da Palavra revelada quando o assunto é o espiritualismo. Quero ser sincero, e desejo expressar a minha decepção com relação ao movimento carismático, pois que em mais de 20 anos  conhecendo tantos movimentos envolvidos nesse movimento,nunca vi alguém fazendo o teste dos espíritos de I João 4:1 a 6 com Galatas 1: 6 a 8.



A ortodoxia cristã tem como base fundamental a vinda de Cristo em carne, através do nascimento virginal, o Deus que se fez homem e viveu entre nós, morreu pelos nossos pecados,  (que foram pecados pessoais e reais)  ressuscitou fisicamente ao terceiro dia, é o único caminho para Deus,  voltará fisicamente e literalmente para julgar vivos e mortos, Ele  tem toda a verdade, que se manifesta perfeitamente através da sua obra redentora revelada no Novo Testamento que é perfeitamente verdadeiro em toda a palavra e doutrina.

Clavio Juvenal Jacinto

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